Consumo de dispositivos médicos cai 1,7% em 12 meses
06/12/2017
Parte dos detentores de títulos de dívida da Oi acenam com a possibilidade de rever a porcentagem do capital social da empresa de telefonia que aceitam receber para a solução da crise, diz um representante do grupo.

A primeira proposta do conglomerado de credores foi a ficar com 88% da Oi. Os atuais donos veriam suas ações serem diluídas em 12% da futura estrutura societária.

Na última reunião de Conselho de Administração, dois representantes dos atuais acionistas classificaram como "belicosa e litigante" a postura de dois grupos de bondholders (detentores de títulos).

"O percentual proposto de diluição de acionistas é potencialmente inaceitável", escreveram os conselheiros.

Os credores podem ficar com porcentagem menor do capital, mas não a proposta que estava na mesa até agora, de cerca de 30%, segundo o representante.

Eles consideram que o valor da soma das ações da Oi é inferior ao das dívidas e que devem ter o controle.

A conversa com Eurico Teles, o diretor-presidente interino, será difícil, mas, para esse grupo de detentores de títulos, o executivo conhece bem a companhia e quer ficar marcado como a pessoa que viabilizou um acordo.

O afastamento, por ordem da Justiça, de Nelson Tanure, um dos acionistas, também é enxergado como uma facilitação para que acionistas e credores se entendam.

A diretoria precisa apresentar um plano de recuperação no próximo dia 12. Procurada pela coluna, a Oi não se pronunciou.

Menos doce

Apesar do ano fraco em faturamento, a fabricante de biscoitos Piraquê vai investir R$ 20 milhões em maquinário e em desenvolvimento de novos produtos em 2018.

"Como dependemos muito do Rio [que responde por 60% das vendas], 2017 foi difícil. Vamos registrar um volume de negócios estável em relação a 2016", afirma Alexandre Colombo, diretor da empresa.

A Piraquê faturou R$ 915 milhões no ano passado e deverá registrar receita similar neste ano.

Para crescer, a marca tem buscado fortalecer a atuação em outros Estados. O maior foco é São Paulo, que responde por 15% dos negócios. "Vamos aumentar a presença no interior, onde podemos nos expandir."

A companhia vai apostar ainda em linhas de produtos com porções menores, para atingir o consumidor de baixa renda, e em linhas de biscoitos light, integrais ou com menos açúcar, com maior valor agregado.

5 é o número de famílias acionistas da empresa

R$ 910 milhões é a estimativa de receita para 2017 da empresa

República de bananas

A exportação de calçados brasileiros em novembro caiu 10,6% em volume, na comparação com o mesmo mês de 2016, segundo a Abicalçados, que representa a indústria.

No acumulado do ano, a variação é positiva, de 2,1%.

A queda é pontual e não deverá se repetir nos próximos meses, diz Heitor Klein, presidente da entidade.

"O fator mais marcante foi uma situação criada pelo Equador, que representa US$ 6 milhões (R$ 19,5 milhões) em vendas", afirma.

"Eles criaram uma barreira para a importação de calçados brasileiros em retaliação a uma questão sanitária que barrou a entrada de bananas deles aqui no país."

Em novembro, o Brasil não importou a fruta equatoriana. A situação está em discussão com a Camex (Câmara de Comércio Exterior) e deverá ser resolvida em breve, de acordo com o executivo.

Melhora cirúrgica

O consumo de dispositivos médicos caiu 1,7% no acumulado de 12 meses até setembro deste ano, segundo a Abiis (entidade do setor).

Ao se considerar apenas os primeiros nove meses de 2017, a soma da produção nacional com o resultado da balança comercial representou uma variação positiva de 0,2%.

"Ainda não tivemos grandes resultados no volume produzido, mas as vendas já demonstram uma leve melhora. Houve um incremento na comercialização do estoque interno", diz Carlos Eduardo Gouvêa, diretor da entidade.

"O setor passou por um período muito crítico no fim do ano passado e no começo deste ano. Nossa área é bastante sensível ao deficit fiscal nos Estados e municípios, mas alguns já começaram a retomar [licitações]", afirma.

Inflação... O custo básico da construção civil em São Paulo cresceu 2,3% no acumulado de 12 meses até novembro, segundo o Sinduscon-SP (sindicato do setor).

...da construção Na comparação com outubro, a variação foi de 0,04%, a sétima oscilação positiva consecutiva. O preço do metro quadrado no período foi de R$ 1.325,62.

Desastre O consórcio Serra do Mar fez um acordo com a família de um trabalhador que morreu em um acidente em uma de suas rodovias. A empresa pagará R$ 3,8 milhões.

Peixe... A Frescatto vai fazer investimentos de R$ 8 milhões em 2018. A maior parte irá para a reforma de seu principal frigorífico. Também vão abrir mais uma loja no Rio.

...congelado Nesse montante, consta ainda uma parceria de R$ 1,4 milhão para a instalação de placas de energia solar no estacionamento de sua fábrica em Duque de Caxias (RJ).




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