Consulta da Anvisa sobre cannabis gera expectativa
11/06/2019
Atentas ao potencial do mercado brasileiro, as companhias de cannabis medicinal que já vinham se movimentando para ter operações no Brasil receberam com entusiasmo a indicação de que a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) poderá liberar o cultivo de cannabis para fins de pesquisa e produção de medicamentos no país. Hoje, a agência reguladora dará o pontapé no processo que deve culminar em consulta pública sobre a regulamentação do plantio e registro de remédios derivados da planta.

"Estou bastante otimista com essa decisão. A cannabis medicinal é o caminho para ajudar muitos pacientes", diz o presidente da americana Knox Medical no Brasil, Mario Grieco. A Knox, que vê um mercado inicial de R$ 2 bilhões no país, já dispõe de um laboratório de testes em São Paulo. Caso o Brasil acompanhe o modelo em vigor no Canadá, o plano é iniciar neste ano a importação de produtos canadenses e ofertá-los no mercado brasileiro a partir do primeiro trimestre do ano que vem.

Para Grieco, seria um equívoco regulamentar o cultivo apenas para fins de pesquisa, pois isso afungentaria os investidores nesse negócio. A Knox acaba de abrir seu capital no Canadá e, portanto, tem recursos para um programa de expansão. "É muito importante esta sinalização da Anvisa neste momento em que a companhia está capitalizada. Novos investimentos poderão ser anunciados".

A Verdemed, que tem entre seus fundadores executivos e médicos do Brasil e da Colômbia, também é favorável à consulta pública que pode ser aprovada hoje. "Esperamos que a Anvisa antecipe o ajuste da legislação acerca do canabidiol para tratamento de epilepsia infantil refratária, permitindo a importação de medicamentos de cannabis para distribuição e venda aos pacientes no Brasil", diz o presidente da empresa, José Bacellar.

Sediada no Canadá, a Verdemed captou mais de US$ 13 milhões entre o fim do ano passado e o início deste ano para financiar suas operações. Os recursos serão usados para aquisições de ativos estratégicos na Colômbia e Brasil.
 
Fonte: Valor




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