A farmacêutica anglo-sueca AstraZeneca, que está desenvolvendo uma vacina contra o novo coronavírus em parceria com a universidade britânica de Oxford afirmou nesta quinta-feira, 5, que deve divulgar os resultados sobre a segurança da imunização já no final deste ano.
“Os resultados da última fase de testes serão antecipados mais tarde neste ano, dependendo das taxas de infecção nas comunidades nas quais os testes clínicos estão sendo conduzidos. Os dados serão submetidos para órgãos regulatórios e estudos revisados por pares serão publicados em jornais científicos”, afirmou a companhia.Nesta quinta também foram divulgados os resultados financeiros da empresa, que, excluindo os pagamentos de colaborações, aumentou as vendas em 7% para 6,25 bilhões de dólares no trimestre que acabou em setembro.
A vacina de Oxford é uma das mais avançadas do mundo e é tida como uma das mais promissoras na corrida contra a covid-19. No Brasil, até o momento, aproximadamente 8.000 voluntários já tomaram as duas doses da proteção e outros 2.000 devem tomá-la até o final das pesquisas.
Segundo a emissora Globo, os primeiros testes da vacina devem ser enviados para a Anvisa até dezembro deste ano, enquanto o processo de aprovação pode se estender até fevereiro de 2021. As primeiras doses, portanto, devem ser liberadas em março de 2021.
Das 47 em fases de testes, apenas 10 estão na fase 3, a última antes de uma possível aprovação. São elas a chinesa da Sinovac Biotech, a também chinesa da Sinopharm, a britânica de Oxford em parceria com a AstraZeneca, a americana da Moderna, da Pfizer e BioNTech, a russa do Instituto Gamaleya, a chinesa CanSino, a americana Janssen Pharmaceutical Companies e a também americana Novavax.