EUA superam 500 mil mortes, mas epidemia está recuando
23/02/2021

Meio milhão de americanos já morreram em decorrência do novo coronavírus, que chegou aos EUA pouco mais de um ano atrás. É uma marca triste que deixou famílias enlutadas em todo o país. 

As mortes ultrapassaram a marca de 500 mil ontem. Em termos mundiais, as mortes por covid-19 superaram 2,46 milhões, com os EUA à frente de todos os países, totalizando mais que o dobro do número registrado pelo segundo colocado, o Brasil, de acordo com o monitor do vírus da Bloomberg. 

“Costumamos ouvir essas pessoas sendo descritas como americanos comuns. Não há nada de comum nelas”, disse o presidente Joe Biden, que fez um minuto de silêncio na Casa Branca. "As pessoas que perdemos eram extraordinárias. Elas se espalharam por gerações, nasceram nos EUA ou emigraram para os EUA. E muitas deram seu último suspiro sozinhas nos EUA.”

As hospitalizações e mortes, porém, caíram nos EUA desde o pico alcançado no começo de janeiro, devido à melhora nas terapias, às medidas de isolamento, ao número crescente de americanos que chegaram à imunidade por terem sobrevivido ao vírus, e a mais pessoas tomando as vacinas da Moderna ou Pfizer/BioNTech. 

Há, no entanto, uma crescente ameaça, representada pelas novas cepas, que migram rapidamente e que surgiram no Reino Unido, na África do Sul e no Brasil, e estão sendo mais detectadas nos EUA. 

“Meio milhão de mortes”, disse Anthony Fauci, o mais graduado infectologista do governo dos EUA, em discurso ontem. “É terrível. É histórico. Não vemos nada que sequer se aproxime disso há mais de cem anos, desde a pandemia da gripe espanhola.” 

Cerca de 657 mil pessoas morreram nos EUA durante a pandemia da gripe de 1918, quando não havia vacinas disponíveis nem antibióticos para tratar infecções secundárias, de acordo com o Centros de Controle e Prevenção de Doenças (CDC). 

“É quase inacreditável”, disse Fauci sobre os últimos dados sobre o número de mortos. “Mas é verdade.” No início de março de 2020, apenas três mortes relacionadas ao coronavírus foram registradas nos EUA. Em meados de abril, a média de mortes em sete dias passou de 2 mil. Houve mais de 88.200 mortes apenas no mês passado. 

Embora menos de 1% da população dos EUA viva em lares de idosos e outras unidades de cuidados de longo prazo, cerca de 35% de todas as mortes até 18 de fevereiro ocorreram nesse universo, segundo o Long-Term Care COVID Tracker, que monitora as instalações de cuidados de longo prazo. Isso limitou drasticamente a capacidade das famílias de conversar com pais e avós e de cuidar deles, e às vezes as impediu até de se despedirem. 

Mas recentemente existe a sensação de que uma virada é possível. O número semanal de mortes em centros de cuidados de longo prazo caiu para 4.239 em 18 de fevereiro, depois de chegar a mais de 7 mil um mês antes. O número de leitos hospitalares ocupados por pacientes com covid-19 em 18 de fevereiro caiu para o menor nível desde 18 de novembro, segundo o Departamento de Saúde. 

Mesmo assim, o número total continua alto em 63.523. Ao mesmo tempo, mais americanos já receberam pelo menos uma dose de uma vacina, do que foram testados positivos para o vírus desde que a pandemia começou. 

Até o último domingo, 63,1 milhões de doses já haviam sido dadas à população nos EUA, um número que coloca o país na liderança mundial. Na semana passada, uma média de 1,33 milhão de vacinas foram dadas por dia. 

Para acelerar a vacinação, após um começo atribulado, o governo dos EUA começou em 12 de janeiro a encorajar os Estados a vacinarem todos os seus habitantes com 65 anos ou mais, juntamente com os de 16 anos ou mais e que apresentam certas condições médicas. 

As mudanças abrirão as vacinações para mais de um terço da população americana. O governo Biden disse que está trabalhando para ampliar a oferta de vacinas para ajudar a cumprir essa meta. 

Ao acelerar a vacinação, as autoridades de saúde esperam conter a disseminação das mutações, sendo que as do Brasil e da África do Sul têm demonstrado capacidade de reduzir a eficácia da vacina da Pfizer, ainda que não de anulá-la. 

A mutação surgida no Reino Unido é particularmente agressiva, identificada em 1.523 casos em 42 Estados até a quinta-feira. Autoridades federais temem que ela posse em breve se tornar dominante no âmbito nacional. 

Ainda não está claro se alguma dessas mutações altamente contagiosas são necessariamente mais mortais. Mas o maior contágio já é um problema, com mais transmissões podendo levar a um aumento no número de casos antes que a campanha de vacinação possa se consolidar. 

Fonte: Valor




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