Kora entra em serviço de atenção primária
21/06/2022
A Kora, holding capixaba de hospitais controlada pela gestora de private equity H.I.G. Capital, está investindo em atenção médica primária. O primeiro contrato desse novo negócio foi fechado com a Vale. 4
 

O grupo de saúde vai acompanhar a saúde de 40 mil pessoas, entre funcionários, respectivos dependentes e aposentados da mineradora no Espírito Santo. Para isso, a Kora abre no segundo semestre consultórios dentro de quatro unidades do Hospital Meridional, principal hospital da holding, para atender os colaboradores da Vale. Essas unidades estão localizadas nas cidades de Vitória, Vila Velha, Serra e Cariacica. 

A expectativa é que essa parceria eleve em 50% a receita proveniente da Vale, nos próximos dois anos. Até então, o Hospital Meridional fazia apenas parte da rede credenciada do plano de saúde da mineradora, ou seja, não havia esse contrato de prestação de serviços voltado a atendimento médico primário. 

A Kora já está negociando com outras grandes companhias esse mesmo modelo de parceria. O alvo de interesse são empresas que administram seu próprio convênio médico, modelo conhecido como plano de saúde de autogestão e cuja taxa de sinistralidade, normalmente, é elevada, na casa dos 90%. “Ao repassar o cuidado da saúde para nós, que somos um grupo especializado, esperamos que a sinistralidade nessa carteira da Vale caia 10% em até dois anos”, disse o médico Antonio Benjamin Neto, CEO e acionista da Kora. 

 

Segundo Benjamin, é esperada uma queda na sinistralidade no plano de saúde da Vale porque a tendência é que ocorra um aumento no volume de pessoas com acompanhamento médico voltado para prevenção de doenças, levando a uma redução de casos mais graves. 

Atualmente, a mineradora tem um programa próprio de gestão de saúde que conta com a participação de cerca de 5 mil usuários de seu convênio médico. Uma das dificuldades para uma maior adesão é que o programa está centralizado em Vitória, capital do Espírito Santo, o que dificulta o deslocamento daqueles que residem em outras cidades. Com a abertura de consultórios em quatro municípios do Estado, a expectativa é que a adesão à iniciativa dobre para 10 mil nos próximos dois anos. 

“O colaborador é atendido em uma das clínicas de atenção primária instaladas dentro do hospital. Caso precise de um especialista, ele é encaminhado direto a um médico do próprio hospital. Antes, era preciso fazer um agendamento com um profissional que, muitas vezes, ficava numa região distante. Acaba que o colaborador não ia”, explicou. Uma parte relevante desses 40 mil usuários da Vale é de aposentados, cujo convênio médico é subsidiado pela mineradora. 

As clínicas de atenção primária instaladas nos hospitais da Kora serão administradas por uma equipe de profissionais de saúde da própria Vale. A ideia é evitar incentivos para que o colaborador faça mais procedimentos do que o necessário e, consequentemente, gere mais receita ao hospital. “Não fechamos contratos de remuneração baseados em performance, mas a cada trimestre, faremos análises dos contratos”, disse Benjamin. 

A Kora é dona de 16 hospitais, que juntos têm 2 mil leitos. O grupo tem as bandeiras: Meridional (ES), Anchieta e São Francisco (DF), Instituto de Neurologia de Goiânia (GO), São Mateus (MT), Medical (TO), Gastroclínica, Oto e São Mateus (CE). 

No primeiro trimestre, a companhia apurou uma receita líquida de R$ 480 milhões, o que representa uma alta de 121% sobre um ano antes. O lucro líquido ajustado subiu 90% para R$ 47 milhões, quando comparado ao mesmo período de 2021. 

Fonte: Valor




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