Telemonitoramento propicia melhora clínica em 63% dos pacientes
27/10/2022

O European Respiratory Society Congress 2022 reuniu especialistas da área da saúde do mundo todo para discutir os avanços e as novas tecnologias atreladas à medicina e doenças respiratórias. Entre os destaques do evento esteve o estudo de telemonitoramento 24h, em casa, para pacientes que necessitam de suporte respiratório por aparelhos em decorrência de variadas enfermidades.

 

Liderado pela Plural Care em parceria com a ResMed, esse projeto de telemonitoramento domiciliar foi realizado ao longo de um ano com 110 pacientes, nos quais 75% necessitavam de ventilação mecânica invasiva (pacientes traqueostomizados) e 25% utilizam algum tipo de interface (máscara) oronasal. Os pacientes apresentavam enfermidades diversas, sendo 60% patologias neurológicas, 22% neuromusculares e 13% pulmonares.

Com o uso de Internet das Coisas Médicas (IoMT), essa tecnologia de telemonitoramento permite o acompanhamento e avaliação do quadro respiratório do paciente e sua interação com os respiradores, em tempo real e de maneira remota, com o aparelho conectado por internet.

O estudo foi representado no ERS por João Paulo Silveira, especialista em Fisioterapia Cardiorrespiratória, sócio da Plural Care, e fundador da Domicile Home Care.

“O telemonitoramento da Ventilação Mecânica Domiciliar combina humanização e tecnologia ao tratamento, levando conectividade para dentro de casa. Os benefícios vão desde a melhora clínica dos pacientes, redução do número de reinternações hospitalares à otimização dos custos em home care. Foi muito gratificante expandir esse conhecimento para milhares de profissionais e reforçar que a Internet das Coisas Médicas é o futuro da saúde e ferramenta fundamental para melhores desfechos clínicos no atendimento domiciliar”, comenta Silveira.

Ao longo de um ano, o projeto demonstrou melhora clínica relacionada à ventilação mecânica em 63% dos pacientes que utilizaram o telemonitoramento. Além disso, nesse período, a tecnologia reduziu em até 45% as despesas para as fontes pagadoras, possibilitando aumentar a operação dos planos de saúde e reduzir a ocupação de leitos hospitalares.





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