— Segundo a Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS), o lucro líquido das companhias do setor é de pouco mais de 3% da receita total. É uma margem muito apertada. Por isso, cada centavo perdido com um procedimento indevido ou fraude aplicada afeta o equilíbrio financeiro da operadora — diz Erika Fuga, médica que fez carreira em planos e hoje é responsável pela área comercial de saúde da Neurotech.
De acordo com a Neurotech, seu produto — batizado de Inteligência de Reembolso — já analisa mais de R$ 2 bilhões em pedidos por ano e é usado por planos de saúde com 10 milhões de usuários, ou quase um quinto do setor.
Novas funcionalidades
Agora, a companhia vai incluir novas funcionalidades no pacote. Uma delas permitirá aos planos de saúde usar dados externos para aprimorar a detecção de fraudes. A outra é um sistema de validação automática dos pedidos, que só direciona para análise humana os casos com indícios de fraude.
A Neurotech usa ferramentas de IA e de análise de dados para, a partir de reconhecimento de caracteres e outros métodos, detectar irregularidades como pedidos de reembolso que não passam de cópias de solicitações anteriores com adulteração de data; e a emissão de múltiplos recibos de um mesmo procedimento.
A B3, empresa por trás da Bolsa de São Paulo, comprou a Neurotech em 2022 por R$ 620 milhões, além de um valor adicional atrelado aos resultados futuros da operação.