Saúde será um dos setores mais afetados pela inteligência artificial, diz CEO da Rede D’Or
13/08/2025
O setor de saúde será um dos mais afetados por novas tecnologias como a inteligência artificial, afirmou, nesta terça-feira (12), o CEO da Rede D’Or, Paulo Moll. Em palestra na Rio Innovation Week, evento de inovação no Pier Mauá, zona portuária do Rio, o executivo afirmou ver oportunidades no ganho de eficiência e produtividade com os avanços tecnológicos. 

“A gente tem hoje um percentual muito grande de equipes assistenciais cuidando de burocracias. A automação e a robotização, com apoio da IA, vão reduzir muito o tempo que médicos e enfermeiros precisam dedicar a essa burocracia para ficarem mais focadas no atendimento do paciente em si”, afirmou. 

No evento, Moll afirmou que, há 20 anos, 80% dos investimentos da rede em novas unidades eram voltados para compra do terreno ou construção do prédio, e apenas 20% eram destinados para equipamentos médicos. 

Hoje, no entanto, essa diferença diminuiu. Há, inclusive, casos de hospitais em que 50% dos investimentos foram voltados para os aparatos tecnológicos. “E não foi porque os terrenos e a construção ficaram mais baratos”, ressaltou. 

Investimentos de R$ 2,5 bilhões 

Sem detalhar valores, o CEO disse ao Valor que a Rede D'Or realizou investimentos que totalizaram R$ 2,5 bilhões nos últimos dois anos. A fatia de equipamentos médicos representou “grande parte” dos aportes, segundo ele. 

Sem detalhar valores, o CEO disse ao Valor que a Rede D'Or realizou investimentos que totalizaram R$ 2,5 bilhões nos últimos dois anos. A fatia de equipamentos médicos representou “grande parte” dos aportes, segundo ele. 

“Nesses investimentos, a gente busca ganho de produtividade, automação para reduzir as atividades mais burocráticas e administrativas. O uso dessas tecnologias é fundamental”. 

Além da robotização e da automatização, o executivo também destacou o papel da inteligência artificial como ferramenta de apoio para os médicos no diagnóstico de pacientes. "É uma tecnologia em evolução que ainda precisa avançar", notou. 

Nesse sentido, ele considera que um dos principais desafios para os próximos anos será encontrar profissionais treinados e já capacitados para trabalhar com as ferramentas de inteligência artificial generativa. 

O executivo também reforçou que a empresa está executando a expansão de 3.200 leitos para serem entregues até 2028. Atualmente, a Rede D'Or conta com 13 mil leitos em 79 hospitais no país. “É um investimento bastante relevante e que traz desafio de ter mão de obra qualificada e bem treinada”, disse. 

Aquisição da rede Fleury 

O CEO não comentou a possibilidade de aquisição da rede de medicina diagnóstica Fleury pela Rede D’Or, antecipada pelo jornalista Lauro Jardim, do jornal “O Globo”. 

Em fato relevante de 21 de julho, a companhia informou aos acionistas que está “permanentemente avaliando oportunidades de expansão das suas linhas de negócio”. 

 


 




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