A Hapvida, em colaboração com a Universidade Federal do Ceará (UFC) e com apoio da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp), criou o Centro de Referência em Inteligência Artificial em Saúde (CEREIA). Iniciado em 2021, com investimento estimado em R$ 17,5 milhões, o centro desenvolve projetos que já estão sendo utilizados na rotina assistencial.
A iniciativa também conta com a participação da Universidade Federal do Piauí (UFPI) e da Universidade de Fortaleza (Unifor). Mais de 50 pesquisadores integram o projeto, que já resultou em 30 publicações científicas. Os modelos de IA são desenvolvidos com dados clínicos da Hapvida, validados por especialistas e aplicados para prevenção de doenças, apoio a diagnósticos, definição de tratamentos e uso eficiente de recursos.
As linhas de pesquisa foram definidas com base em demandas mapeadas pela Hapvida. Entre os resultados divulgados estão:
De acordo com José Soares de Andrade Jr., diretor do comitê gestor do CEREIA, a proposta é unir volume de dados, pesquisa acadêmica e aplicação prática para gerar soluções para o sistema de saúde.
A Hapvida atende quase 16 milhões de beneficiários em saúde e odontologia, com rede própria composta por 87 hospitais, 78 prontos atendimentos, 351 clínicas médicas e 299 centros de diagnóstico. A empresa afirma que essa cobertura possibilita a criação de uma base de dados representativa da diversidade genética, epidemiológica e socioeconômica do país.
Segundo Jorge Andrade, diretor de TI da Hapvida, os projetos de pesquisa são desenvolvidos internamente com foco em problemas clínicos reais, utilizando metodologias proprietárias e modelos auditáveis.