A Funfarme (Fundação Faculdade Regional de Medicina), o maior complexo hospitalar do interior paulista, localizado em São José do Rio Preto (SP), é referência em cuidar da saúde dos moradores desta cidade de mais de 500 mil habitantes e outros 102 municípios do noroeste paulista. O complexo, no entanto, zela pelo bem-estar de todos de outra forma, totalmente imperceptível à maioria da população: ao tratar e destinar de forma correta e eficiente os resíduos que produz. E não são poucos. O Hospital de Base de Rio Preto, o Hospital da Criança e Maternidade (HCM) e as demais unidades da Funfarme são um dos maiores produtores de resíduos da região e o cuidado com que gerencia o tratamento de destinação mereceu o reconhecimento da Cetesb (Companhia Ambiental do Estado de São Paulo), que realizou evento para o qual convidou o complexo hospitalar para apresentar as ações nesta área.
Maior complexo hospitalar do interior paulista, a Funfarme apresenta números impressionantes também na produção de resíduos. Por ano, suas unidades geram mais de 500 toneladas de materiais infectantes e perfurocortantes, mais de 700 toneladas de resíduos comuns e quase 30 toneladas de resíduos químicos. Para que este enorme volume não gere impacto algum para a sociedade e meio ambiente, o complexo hospitalar da Funfarme possui um rigoroso programa de gerenciamento de resíduos de serviços de saúde (RSS), que foi apresentado no evento da Cetesb pelo engenheiro clínico e de infraestrutura hospitalar Rodrigo Plazas, destacando resultados expressivos em sustentabilidade, segurança biológica e eficiência operacional.
"Realizamos um trabalho exemplar na gestão dos nossos resíduos, sempre com responsabilidade e respeito ao meio ambiente para preservá-lo, com benefício também para a saúde da população”, afirmou o engenheiro. “Ficamos muito felizes por podermos apresentar nosso programa no evento de gestão integrada de resíduos no Noroeste Paulista, promovido pela Cetesb, contribuindo com nossa experiência e práticas aplicadas especificamente na área da saúde”, disse Rodrigo.
Dr. Horácio Ramalho, diretor executivo da Funfarme destaca que as iniciativas da instituição estão plenamente alinhadas aos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS), estabelecidos na Agenda 2030 da ONU — um dos pilares centrais que orientam decisões e práticas em todas as áreas de atuação. “Contamos com ações estruturadas que abrangem os três pilares do ESG (Ambiental, Social e Governança), gerando resultados concretos e sustentáveis que beneficiam a sociedade, preservam o meio ambiente e fortalecem a transparência e a ética em nossa atuação”, declarou o diretor executivo.
A Funfarme possui uma central própria de esterilização de resíduos, abastecida por geradores de vapor que utilizam briquetes ecológicos de madeira como combustível, e adota sistemas de desinfecção por luz ultravioleta para águas residuárias deste processo. Essas práticas garantem o descarte seguro, diariamente, de três toneladas de resíduos infectantes e cerca de quatro toneladas de resíduos comuns, além de ampliar a reciclagem de papel, plástico, metais e outros materiais. Essa quantidade de resíduo é equivalente a 2% do total gerado pela cidade de Rio Preto, atualmente com mais de 500 mil habitantes.
O compromisso ambiental vai além do tratamento de resíduos. A instituição investe em energia solar, gerando 130 mil kWh anuais e economizando R$ 250 mil por ano, além de reaproveitar mais de 8 mil kg de retalhos têxteis em parceria com entidades sociais.
Durante a pandemia de Covid-19, a Funfarme chegou a liderar o país na disponibilidade de UTIs, o que aumentou em até 44% a geração de resíduos infectantes. Mesmo diante do desafio, manteve a conformidade ambiental e a segurança operacional.