Jeane Tsutsui, presidente do Fleury, destacou que o negócio de atendimento ao cliente final (B2C) cresceu 16% no trimestre, sendo 12,9% de forma orgânica. Ou seja, não inclui as aquisições de Confiance (SP) e Hemolab (MG).
“O crescimento vem da ampliação da oferta de agenda médica, com mais exames, relacionamento com as fontes pagadoras [operadoras], canais digitais e proximidade com os médicos”, disse Jeane.
A receita de todas as bandeiras do grupo cresceu. A marca Fleury – já consolidada e que atua no mercado premium, setor com expansão limitada – conseguiu uma expansão de 12,2%. As demais bandeiras de laboratórios do grupo que atuam em São Paulo avançaram 27,1%. Esse é o mercado do Femme, que tem 12 unidades nessa praça.
Segundo Jeane, não há sobreposição entre as unidades do Femme e demais marcas intermediárias do grupo. No Rio de Janeiro, praça em que o setor de saúde vem sofrendo com a crise
da Unimed Ferj, o Fleury viu a receita ter uma alta de 10,4%.
O lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda) somou R$ 599 milhões, alta de 11,5%. A margem do respectivo indicador ficou estável, em 27,4%.
A companhia encerrou o trimestre com uma alavancagem de 1,1 vez o Ebitda. O fluxo de caixa operacional atingiu R$ 718,5 milhões no período.
Impacto da operação com o Femme
A aquisição do Femme, que ainda depende de aprovação do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade), não impactará a alavancagem do Fleury, uma vez que “o Femme tem Ebitda, é gerador de caixa”, explica Jeane.
O Fleury pagará R$ 207,5 milhões pela rede de laboratórios especializados em atendimento para a mulher. O múltiplo foi de 5,5 vezes e, com as sinergias, cai para 3,3 vezes. “Teremos redução de custos graças à nossa operação de medicina diagnóstica”, disse.
Com a incorporação, o Grupo Fleury
FLRY306/11/2025R$ 15,162,36%Ver mais » passa a contar com 582 unidades de atendimento no Brasil, sendo 142 no Estado de São Paulo