O Hospital Moinhos de Vento, um dos sete hospitais de excelência que integram o Programa de Apoio ao Desenvolvimento Institucional do Sistema Único de Saúde (PROADI-SUS) – e o único do Rio Grande do Sul – participa da COP30 com dois projetos que conectam saúde, sustentabilidade e justiça climática. As iniciativas Recomeçar e Saúde Indígena foram apresentadas em Belém, durante o Seminário da Folha na COP30, pelo superintendente de Responsabilidade e Gestão de Riscos do hospital, Admilson Reis, no painel “Saúde, Resiliência e Justiça Climática”.
O CEO do Hospital Moinhos de Vento, Mohamed Parrini, ressalta que as ações do PROADI-SUS refletem o compromisso social da instituição e seu papel estratégico no fortalecimento do sistema público de saúde. “Por meio desse programa, o Moinhos de Vento exerce plenamente sua responsabilidade social, contribuindo para o fortalecimento do SUS e para a produção de conhecimento científico que impacta a saúde das pessoas em todo o país.”
Com foco em comunidades diretamente afetadas pelas mudanças climáticas e em territórios vulneráveis, os projetos traduzem a visão do Moinhos de Vento sobre o papel da saúde na adaptação e resposta a crises ambientais – conectando inovação, equidade e impacto social.
Cuidado psicológico após as enchentes no RS
Desenvolvido em parceria com o Ministério da Saúde, o projeto Recomeçar é uma iniciativa pioneira voltada à saúde mental de populações atingidas pelas enchentes de maio de 2024 no Rio Grande do Sul. Com metodologia da Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS), o programa busca resgatar a integridade emocional das pessoas afetadas, oferecendo suporte psicológico estruturado e replicável.
A expectativa é atender cerca de 10 mil pessoas em mais de 10 municípios, por meio de uma abordagem que alia atendimento ativo e reativo, escuta qualificada e ferramentas práticas para o manejo do estresse. O projeto também prevê a produção de evidências científicas para subsidiar futuras políticas públicas de saúde mental em situações de desastres climáticos.
Formação em saúde ambiental para povos indígenas
Já o projeto Saúde Indígena – Formação em Saúde Ambiental para Profissionais de Saúde Indígena tem como foco a capacitação de 2.500 Agentes Indígenas de Saneamento (AISAN) e 128 técnicos em saneamento, fortalecendo práticas de saúde e sustentabilidade em aldeias de todo o país.
A iniciativa valoriza os saberes tradicionais e o protagonismo dos povos indígenas, promovendo soluções de baixo custo e alto impacto em saneamento, gestão de resíduos e acesso à água potável – desafios que afetam diretamente mais de 1,7 milhão de indígenas no Brasil. O projeto adota uma metodologia intercultural e participativa, construída em conjunto com lideranças indígenas e representantes dos 34 Distritos Sanitários Especiais Indígenas (DSEI).
Atualmente, as oficinas presenciais já ocorrem em diferentes regiões do país – incluindo Manaus, Porto Velho, Cuiabá, Palmas, Maceió, Curitiba e Santarém – e seguem até o final de 2025.
Inovação e compromisso social
Além dos projetos do PROADI-SUS, o Hospital Moinhos de Vento é reconhecido nacionalmente por sua atuação em pesquisa clínica, inovação e expansão do acesso à saúde. Em 2024, foram 32 projetos PROADI-SUS em andamento e mais de 200 estudos clínicos ativos, com 172 artigos científicos publicados.
Para Admilson Reis, a presença do Moinhos de Vento na COP30 reflete o compromisso da instituição em colocar a saúde no centro da agenda climática: “Cuidar das pessoas é também cuidar do ambiente em que elas vivem. As mudanças climáticas já têm impacto direto na saúde mental e física das populações mais vulneráveis, e é nosso papel, como instituição de referência, contribuir com soluções sustentáveis e baseadas em evidências”, declarou.