Grupo Med+ se prepara para internacionalização
16/12/2025

O Grupo Med+, especializado em serviços de resposta a emergências em aeroportos, rodovias, indústrias e escolas, entre outros, vai ganhar o mundo. Explica-se: depois de um 2025 com investimentos dedicados a quatro frentes estratégicas - tecnologia, expansão operacional, qualificação profissional e fortalecimento institucional - o foco é Portugal. A internacionalização, que começa por terras lusas, é um dos principais objetivos de 2026. 

Na lista de metas para o ano que vem ainda estão a modernização de bases operacionais, criação de um centro integrado de inteligência em Brasília, aumento das operações de saúde escolar e aeroportuária e ainda aquisições de empresas relacionadas ao negócio. A previsão de investimentos é de R$ 200 milhões a R$ 360 milhões para os próximos dois anos. 

Em 2025, o grupo Med+ estima crescer 40% em relação a 2024. Já para 2026, puxado por novos contratos governamentais, consolidação de operações em aeroportos e rodovias e a internacionalização, esse percentual sobe para algo entre 40% e 50%. Enquadrado na faixa de receita líquida entre R$ 300 milhões e R$ 500 milhões em 2024, base do prêmio Média de Valor, o grupo Med+, fundado em 2008, projeta, para este ano, receita de cerca de R$ 550 milhões. 
 

De acordo com o fundador e presidente do conselho de governança, Victor Reis, já que 2026 deve ser um ano de incertezas por conta das eleições - a ideia é atrair um sócio, que pode ser um fundo de investimentos, para injetar recursos para escalar as atividades do grupo. Depois dessa escalada, a intenção é passar 100% do negócio até 2030. 

“Há algum tempo temos sido assediados, no bom sentido, pelo mercado financeiro”, conta Reis. No entanto, destaca, até agora, nenhuma das propostas ou sondagens que surgiram para a venda da Med+ agradaram. Para ele, é importante que o novo dono prossiga com o negócio da forma como ele e a irmã, Bruna Reis, cofundadora e CEO, acreditam: focado em valores humanos e colocado os colaboradores no centro. 
 

Por isso, eles preparam a empresa para quando o candidato ideal à compra aparecer, com um plano de governança para os próximos 15 anos. Caso a venda total da operação não ocorra, a abertura do capital é uma alternativa. Reis diz que ela pode até ocorrer antes da entrada do sócio estruturante. 

No programa de crescimento, estão a conquista de mercados internacionais e uma futura divisão do negócio por continente. Depois de Portugal, provavelmente o próximo alvo será a Espanha. E a Ásia vem sendo considerada, embora a prioridade seja se expandir na Europa. 

Ele ressalta que ser empreendedor “raiz” no Brasil é desafiador - especialmente para quem toca uma empresa que depende de gente - devido aos riscos jurídicos trabalhistas. O grupo Med+ tem cerca de 7 mil funcionários e deve chegar a 50 mil até 2040. Quem empreende, salienta Reis, “sabe o momento em que precisa passar o bastão”. 

Para Bruna Reis - que assumiu como CEO em 2014 -, o maior desafio do negócio é gestão de pessoas. A nova geração, observa, não se prende a emprego ou salário e é preciso ter um olhar diferenciado para ela, apoiado em uma cultura empresarial que valorize o colaborador. 

“As pessoas estão sedentas por um propósito maior, um significado de vida, porque ficam muito mais no trabalho do que em casa com a família. Esse é um dos maiores desafios atuais”, ressalta a executiva. Isso porque, lembra, a Med+ é uma empresa de terceirização de mão de obra, ou seja, “o nosso produto são as pessoas”. 

Na prática, o que a Med+ faz para reter pessoal é propiciar oportunidades de crescimento, vários tipos de trabalho e de incentivos, universidade corporativa, premiações, além de forte atividade nas redes sociais. 





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