Com reajustes médios de 25% por ano e mudanças regulatórias que permitiram maior inclusão de tratamentos, os planos de saúde atingiram níveis muito elevados de preços. Nesse cenário, consumidores passaram a migrar para convênios médicos com coberturas menores, mesmo que pagando quase o mesmo valor. Hoje os produtos mais comercializados são aqueles com abrangência regional, internação em enfermaria, mais coparticipação e menos reembolso. Nos últimos dois anos, o segmento ganhou mais 2,1 milhões de usuários, sendo que a maior parte optou por convênios mais simples.
A dificuldade para conseguir tratamentos ou medicamentos tem levado mais clientes dos planos ao Judiciário. Pesquisa feita entre agosto de 2024 e julho de 2025 mostra que o Judiciário recebeu 123 mil novos casos na 1ª instância.