Antes de o paciente chegar a um hospital, existe uma trajetória que envolve hábitos, rotinas de cuidado e acompanhamento da saúde ao longo do tempo. Cada escolha nesse caminho pode influenciar o desfecho, e é justamente aí que a medicina preventiva ganha protagonismo: promover saúde e qualidade de vida de forma contínua. Com esse propósito, a Hapvida, maior operadora de saúde e odontologia da América Latina, conta com um modelo de saúde conectado e completo, que acompanha o beneficiário em todas as fases da sua jornada, com rede própria e parceria com hospitais de referência em todo o Brasil, prontuário único e equipes multidisciplinares.
A estratégia é sustentada por linhas complementares de cuidado especializado: Qualivida, rede de programas voltados à prevenção e ao acompanhamento de condições crônicas e específicas; o CASE, dedicado à gestão de pacientes com doenças crônicas complexas; e Oncologia, focada em diagnóstico rápido e terapias humanizadas. Essa estrutura é apoiada pela combinação de tecnologia e olhar clínico. A integração entre profissionais, unidades e sistemas permite identificar rapidamente o perfil e as necessidades de cada paciente. Tendo como base dados e históricos médicos, algoritmos de inteligência artificial identificam exames fora do padrão, acelerando o diagnóstico e o início do tratamento.
Prevenir é cuidar
O Qualivida, que está no centro do ecossistema de saúde da Hapvida, possui sete linhas de cuidado: Diabetes, Peso Saudável, Longevidade, Cardio Vida, Renal Crônico, Gestação Segura e Nascer Bem. Todas orientadas por protocolos clínicos, automação e IA. O Programa Diabetes, voltado para quem convive com a doença, já conta com 60 mil pacientes. Ao comparar beneficiários incluídos na iniciativa com os que não participam, observou-se a redução de 10% nas internações de urgência e queda no uso de serviços, como consultas em pronto-socorro e exames. Os resultados médicos também melhoraram: 45,5% menos amputações e 41,25% menos casos de infarto do miocárdio.
“O hospital é o ponto final da assistência, mas há muitas ações que podem ser realizadas antes de a pessoa chegar lá. Aqui, antecipamos o cuidado”, afirma André Luiz Fioravante, diretor médico de programas especiais da Hapvida. Segundo ele, o processo começa com a identificação dos pacientes diabéticos, por exemplo, na base assistencial. Como toda a rede é conectada, alterações em exames de glicemia ou hemoglobina glicada são identificadas e comunicadas automaticamente, via sistema baseado em inteligência artificial (IA), à equipe do Diabetes. A partir daí os profissionais entram em contato com o beneficiário para oferecer adesão ao programa e iniciar o acompanhamento preventivo.
No cuidado materno, o Programa Nascer Bem se destaca por oferecer atenção integral às gestantes, priorizando segurança, humanização e resultados clínicos superiores. Nas praças em que está presente, o índice de partos normais atinge 36,92%, bem acima da média
nacional de hospitais privados, que é de 25%, segundo a Associação Nacional de Hospitais Privados (ANAHP). O programa garante não apenas nascimentos mais seguros, mas também uma recuperação materna mais rápida, com acompanhamento contínuo que vai do pré-natal ao pós-parto.
Um dos grandes diferenciais da Hapvida está no acolhimento no parto: em todas as unidades, o batimento cardíaco fetal é monitorado de hora em hora durante o trabalho de parto, assegurando o bem-estar de mães e bebês. Graças a essa prática, 96,26% das gestantes são acompanhadas em tempo real, reforçando o compromisso da companhia com a qualidade assistencial e o cuidado humanizado.
O avanço dessas iniciativas encontra suporte na tecnologia de ponta do Centro de Referência em Inteligência Artificial em Saúde (CEREIA). Criado em parceria com a Universidade Federal do Ceará e com o apoio da Fapesp, o CEREIA utiliza modelos proprietários de IA desenvolvidos a partir de dados clínicos reais. Integrado ao programa Qualivida, o centro permite antecipar riscos, apoiar diagnósticos e aprimorar toda a jornada de cuidado, conectando prevenção, tecnologia e atenção integral.
“Nosso modelo é pautado pela prevenção e pela atenção integral. A tecnologia nos permite agir antes que a doença se agrave, garantindo que cada paciente seja acompanhado por equipes especializadas em todas as etapas do cuidado”, conclui Fioravante.
Já o CASE, acompanha mais de 24 mil pacientes com doenças crônicas complexas. O impacto é significativo: redução de quase 50% das internações. A abordagem conta com diferentes formas de intervenção, incluindo, os cuidados paliativos. “O foco é sempre a pessoa, não a doença. É um atendimento que acolhe, educa e acompanha o paciente de forma integral”, explica Fioravante, ressaltando que muitos desses pacientes enfrentam condições graves, o que exige preparo técnico e sensibilidade emocional das equipes.
Tecnologia, rapidez e acolhimento aos pacientes oncológicos
Na oncologia, o diferencial está na combinação entre agilidade diagnóstica e atenção humanizada. Com mais de 27 mil atendimentos mensais em unidades próprias, a Hapvida tem investido para reduzir o tempo entre o diagnóstico e o início do tratamento, um dos principais fatores que impactam a taxa de sucesso terapêutico. Entre os destaques está o Programa de Captação e Acompanhamento do Paciente Oncológico, que usa IA para identificar casos suspeitos a partir da análise de laudos anatomopatológicos e imuno-histoquímicos. O sistema processa mais de 5 mil laudos por mês, permitindo contato com as pacientes em até 48 horas após o resultado e acelerando o início do tratamento.
Outra iniciativa é o Navegar da Mama, que acompanha mulheres desde o resultado da mamografia até a confirmação diagnóstica, quando há suspeita de malignidade. Diante de qualquer alteração no exame, a equipe atua para acelerar a realização de novos testes e organizar consultas com especialistas, evitando atrasos no início do tratamento e oferecendo acolhimento. O programa já acompanha mais de 2 mil mulheres por mês e contribuiu para reduzir em 75% o tempo entre o diagnóstico e o início do tratamento do câncer de mama na rede.
A operadora também inaugurou o Centro de Infusão da Unidade Avançada Brigadeiro, em São Paulo, a primeira unidade de diagnóstico Hapvida Advance, a linha premium da rede. O espaço alia tecnologia, conforto e humanização, proporcionando uma jornada de atendimento personalizada, com enfermeiras especializadas, hotelaria e estrutura de alto padrão que permite ao paciente ou familiar trabalhar remotamente durante o procedimento. “Queremos que o momento da terapia seja o mais acolhedor e tranquilo possível, preservando a rotina e o equilíbrio emocional de todos”, explica Alexandre de Oliveira Almeida, diretor corporativo de oncologia da rede.
Além disso, com investimento de R$ 32 milhões apenas em São Paulo, a manipulação das quimioterapias foi internalizada e planeja a inauguração de um novo Centro de Diagnósticos Oncológicos, que passará a realizar os exames de anatomia patológica e imuno-histoquímica, ampliando a agilidade e a precisão no diagnóstico.
Por outro lado, Almeida ressalta o suporte físico e emocional para os casos mais avançados. Para isso, a integração com a área dos cuidados paliativos liderada por Fioravante é essencial. “Esse trabalho conjunto é uma das grandes forças da Hapvida: o cuidado segue de forma contínua e colaborativa”, diz.
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