Ahpaceg divulga indicadores assistenciais dos hospitais associados
13/01/2026

A Associação dos Hospitais Privados de Alta Complexidade do Estado de Goiás (Ahpaceg) tornou públicos os primeiros indicadores assistenciais e operacionais consolidados de seus hospitais associados. A divulgação marca o início do projeto Indicadores Ahpaceg, uma iniciativa inédita no setor privado goiano que passa a oferecer à população, aos planos de saúde e aos gestores um conjunto de informações objetivas sobre qualidade, segurança e eficiência da assistência hospitalar.

O projeto conta com apoio técnico da NCI Innova, empresa de transformação digital com atuação no segmento hospitalar, e nasce de uma pergunta central que acompanha a Ahpaceg desde sua criação, em 2003: como medir, de forma objetiva e comparável, a segurança do paciente e a qualidade do cuidado prestado?

Diante dessa necessidade, foi consolidada a parceria entre a Ahpaceg e a NCI Innova com vistas a reunir os dados assistenciais, de recursos humanos e financeiros dos hospitais e clínicas associados. Os índices divulgados são referentes ao segundo semestre de 2025 e trazem a média das instituições associadas participantes do projeto.
 

A partir de 2026, o projeto será ampliado com a inclusão dos indicadores das áreas de farmácia, nutrição, oftalmologia e segurança e qualidade em pronto-socorro da rede associada.

O presidente da Associação, Renato Daher, destaca que a divulgação trimestral dos indicadores permitirá a construção de uma série histórica consistente, capaz de apoiar análises, comparações e decisões na área da saúde.

“Nosso objetivo também é oferecer informações claras para que a população possa escolher, de forma consciente, onde deseja ser atendida com qualidade e segurança”, afirma.

Benefícios

Além de oferecer um referencial inédito aos usuários e compradores de serviços de saúde, como planos e operadoras, a divulgação sistemática dos indicadores traz ganhos diretos para os próprios hospitais. Entre eles estão maior transparência e prestação de contas, estímulo à melhoria contínua da qualidade e da segurança do paciente, benchmarking e aprendizado coletivo entre instituições, fortalecimento da credibilidade institucional e apoio à tomada de decisão e à formulação de políticas de saúde.

O monitoramento dos indicadores também contribui para o atendimento a exigências regulatórias e processos de acreditação, valoriza o papel da alta complexidade no sistema de saúde e estimula uma cultura de dados e de responsabilidade clínica.


Indicadores da Rede AHPACEG

Os dados/metas usados como referência são da Agência de Vigilância Sanitária (Anvisa) – 2017.

Taxa de Ocupação: 78%

  • Indica a utilização dos leitos operacionais proporcionando uma gestão eficiente do hospital.
  • Meta: 80% a 85%

Média de permanência hospitalar (MP): 2,64 dias

  • Indica o tempo médio de internação dos pacientes. Quanto menor a permanência, maior tende a ser a eficiência no uso dos leitos, desde que mantida a qualidade assistencial.
  • Meta: 5,3 dias

Índice de giro de leitos (IGL): 6,41

  • Mede quantas internações ocorrem em um mesmo leito ao longo do período. Está diretamente relacionado à média de permanência: internações mais curtas aumentam o giro, enquanto permanências mais longas reduzem a rotatividade.

Média de permanência na UTI adulto: 6,88 dias

  • Reflete o tempo médio de internação em terapia intensiva. Em hospitais de alta complexidade, a variação é esperada conforme a gravidade dos casos, o perfil clínico dos pacientes e os protocolos assistenciais.
  • Meta: até 5 dias

Taxa de conversão do pronto-socorro para enfermaria/apartamento: 8,41%

  • Mostra a proporção de atendimentos no pronto-socorro que evoluem para internação em leitos clínicos, ajudando a compreender o perfil assistencial e a eficiência do fluxo.
  • Meta: quanto menor, melhor.

Taxa de conversão do pronto-socorro para UTI: 1,69%

  • Indica a parcela de pacientes atendidos no pronto-socorro que necessitam de terapia intensiva, refletindo a gravidade dos casos e o uso de recursos críticos.
  • Meta: quanto menor, melhor.

Taxa de mortalidade institucional (≥24 horas): 1,78%

  • Expressa o percentual de óbitos após 24 horas de internação. Deve ser analisada com ajuste de risco e comparada apenas com hospitais de perfil semelhante.
  • Meta: <3% (Anvisa, 2018)

Taxa de mortalidade operatória/cirúrgica (até 7 dias): 0,32%

  • Mede óbitos após procedimentos cirúrgicos e avalia critérios de cirurgia segura, variando conforme porte, risco e tipo de cirurgia.
  • Meta: quanto menor, melhor.

Taxa de pacientes com identificação adequada: 98,88%

  • Indicador de segurança do paciente alinhado às metas internacionais, essencial para prevenir erros de medicação, exames, transfusões e procedimentos.
  • Meta: de 90% a 100%

Taxa de pacientes submetidos a procedimentos cirúrgicos: 68,06%

  • Caracteriza o perfil assistencial dos hospitais e auxilia no planejamento de recursos, avaliação de produtividade e análise de risco.
  • Sem meta. Depende da característica do hospital

Taxa de infecção de sítio cirúrgico em cirurgia limpa: 0,53%

  • Indicador clássico de qualidade assistencial. Resultados abaixo de 1% são considerados de excelente desempenho.
  • Meta: quanto menor, melhor.

Densidade de erro na administração de medicamentos: 0,34

  • Expressa o número de erros por mil pacientes-dia ou mil doses administradas e avalia todas as etapas do processo medicamentoso.
  • Não existe um valor de referência único ou um “benchmark” nacional oficial para a densidade de erro na administração de medicamentos no Brasil.

Incidência de lesão por pressão: 1,47

  • Mede o risco de o paciente desenvolver nova lesão por pressão durante a internação, com foco no paciente.
  • Meta: quanto menor, melhor.

Taxa de lesão por pressão: 0,34%

  • Avalia a frequência de lesões ao longo do tempo de internação, sendo complementar à incidência.
  • Meta: quanto menor, melhor.

Incidência de quedas: 0,85

  • Indica o risco de o paciente sofrer queda durante a internação.
  • Meta: quanto menor, melhor.

Taxa de quedas: 0,21%

  • Mede a frequência de eventos de quedas no período, complementando a análise do risco assistencial.
  • Meta: quanto menor, melhor.




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