A farmacêutica EMS estima que o faturamento com canetas emagrecedoras, neste ano, atinja R$ 250 milhões, o que representa mais do que o dobro da receita apurada em 2025, que somou R$ 100 milhões. Salto se deverá à queda da patente da semaglutida – princípio ativo do Ozempic e Wegovy, da Novo Nordisk –, prevista para março.
A farmacêutica brasileira é uma das empresas com registro na Agência de Vigilância Sanitária (Anvisa) para entrar nesse mercado. A EMS comercializou, em 2025, cerca de 350 mil canetas à base de liraglutida, outro principio ativo, das marcas Olire e Lirux.
A produção desses medicamentos foi feita na fábrica de Hortolândia, no interior de São Paulo. Essa unidade fabril recebeu investimentos de R$ 1 bilhão.
“O que estamos vendo agora é a materialização de decisões tomadas dez anos atrás. Investir em ciência e indústria no Brasil permite lançar com precisão, no tempo certo, e com impacto real para médicos, pacientes e para o sistema de saúde”, informou Marcus Sanchez, vice-presidente da EMS.
A EMS inicia, no primeiro trimestre de 2026, a comercialização de canetas de liraglutida na Europa, a partir da Sérvia — onde está localizada a Galenika, farmacêutica da EMS —, com expansão prevista para outros mercados europeus ainda no primeiro semestre. A companhia também tem interesse no mercado dos Estados Unidos.