A Hapvida inaugurou um Núcleo Especializado em Anatomia Patológica para realizar as análises de materiais biológicos coletados em procedimentos médicos de toda a rede, como biópsias, peças cirúrgicas e exames preventivos, incluindo o rastreamento do câncer do colo do útero.
O novo laboratório, que fica no bairro do Butantã, em São Paulo, ocupa uma área de 2.600 m² e possui um parque tecnológico de alta performance, com patologia digital, além de um corpo clínico qualificado, para agilizar diagnósticos e emitir laudos em até cinco dias após o recebimento do material. A expectativa é processar 100 mil exames por mês.
De acordo com a empresa, foram investidos R$ 5 milhões na criação de uma central inteligente que conecta equipamentos de alta tecnologia a um sistema integrado de informações para garantir a rastreabilidade completa em todas as etapas do processo.
“O primeiro núcleo especializado em anatomia patológica da rede própria já nasce como um polo de medicina diagnóstica com gestão baseada em inteligência e inovação. O investimento em automação e tecnologia foi fundamental para alcançarmos maior eficiência, padronização e precisão diagnóstica”, afirma Cidéria Costa, vice-presidente de Operações da Hapvida.
Autonomia operacional
Os materiais coletados em hospitais e clínicas, como biópsias e peças cirúrgicas, são encaminhados ao Núcleo de Anatomia Patológica, onde passam por todas as etapas do processamento. Ao fim do processo, o material é digitalizado, tornando-se disponível na rede por meio do sistema integrado da companhia, o que garante maior velocidade na entrega.
Segundo o diretor médico nacional de Anatomia Patológica da Hapvida, Clóvis Klock, essa estrutura de internalização das análises patológicas reduz prazos para liberação de resultados e facilita o acesso dos médicos aos exames em toda a rede, independentemente da localização do paciente.
“Dispomos de equipamentos de alta tecnologia capazes de escanear até 240 lâminas por vez, permitindo que os médicos façam a análise diagnóstica em computadores, com o apoio de ferramentas de inteligência artificial, que auxiliam na eficiência e na acurácia dos diagnósticos. Em oncologia, o tempo é determinante: quanto mais rápido o resultado e o início do tratamento, melhores os desfechos”, explica Klock.
Atualmente, cerca de 100 profissionais atuam na unidade, que opera com aproximadamente 20% da capacidade instalada. A expectativa é de ampliação gradual do quadro de colaboradores no primeiro semestre de 2026, acompanhando o aumento do volume de exames.