Einstein Hospital Israelita lança projeto para fortalecer o cuidado oncológico no SUS
03/02/2026

Realizada por meio do PROADI-SUS, do Ministério da Saúde, iniciativa integra prevenção e capacitação em oncologia

O Einstein deu início a um projeto que visa fortalecer o cuidado oncológico no Sistema Único de Saúde (SUS) ao fomentar a prevenção, ampliar a formação de profissionais e apoiar no desenvolvimento da rede de atenção oncológica infantojuvenil. Realizada no âmbito do Programa de Apoio ao Desenvolvimento Institucional do Sistema Único de Saúde (Proadi-SUS), do Ministério da Saúde, a iniciativa, intitulada de “OncoBrasil – Transformando a Jornada Oncológica”, conta ainda com o apoio dos Amigos Einstein da Oncologia e Hematologia (amigo_h), Instituto Nacional de Câncer (INCA) , Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS), Sociedade Brasileira Oncologia Pediátrica (SOBOPE) e Confederação Nacional das Instituições de Apoio e Assistência (CONIACC). O projeto está organizado em três eixos: prevenção e conscientização, formação profissional e diagnóstico situacional. No primeiro, com aplicação da metologia de comunicação em saúde e educação a distância, o foco está no combate ao tabagismo, por meio da produção de conteúdos educativos para crianças e adolescentes e oferta de cursos à distância para capacitar profissionais que atuam no controle da doença incentivando a prevenção e controle do uso de produtos derivados do tabaco.

No eixo de formação profissional, serão disponibilizadas formações gratuitas para 800 profissionais citologistas, citopatologistas e citotécnicos em todo o país sobre citologia em meio líquido, exame de rastreamento de doenças, especialmente de câncer do colo do útero e formação de 360 registradores de câncer:  profissionais que garantem a coleta, o armazenamento, a análise e a divulgação, de forma sistemática, e contínua das informações dos pacientes atendidos e acompanhados no hospital, ambos com aulas teóricas e práticas e certificação para os participantes selecionados, de acordo com os critérios estabelecidos pelo INCA.

Por fim, o terceiro eixo contempla o mapeamento de hospitais e instituições e apoio para pacientes infantojuvenis em todo o país e avaliação de vulnerabilidades. O diagnóstico servirá de base para a criação de uma rede especializada em atenção oncológica infantojuvenil e para o fomento de novos projetos e iniciativas relacionados com o tema.

De acordo com Felipe Piza, diretor executivo de Responsabilidade Social e Filantropia do Einstein, por meio do projeto, a organização reafirma o compromisso em promover um sistema de saúde mais preparado e capaz de enfrentar os desafios presentes e futuros no combate ao câncer. Ele afirma ainda que “a iniciativa permite direcionar recursos de forma inteligente e priorizar áreas críticas. Isso significa reduzir desigualdades, acelerar diagnósticos e aumentar as chances de tratamentos bem-sucedidos”, diz.

O projeto conta com o apoio da amigo_h para disseminar as recomendações do Código Latino-Americano e Caribenho contra o Câncer. O documento reforça sobre a importância da colaboração entre profissionais de saúde e a população para a prevenção eficaz da doença, destacando medidas simples e acessíveis que podem salvar vidas.

A expectativa é que, ao final do atual triênio do Proadi-SUS (2024-2026), seja entregue um mapeamento sobre o cenário atual referente ao acolhimento de crianças e adolescentes com câncer no Brasil, possibilitando a criação de um banco de dados com informações que subsidiem ações para aprimorar a assistência do público infantojuvenil. Além disso, por meio das formações dos profissionais de saúde, espera-se avançar em pesquisas e no monitoramento de indicadores relacionados à área.

Cenário

Sem investimentos robustos em oncologia, estima-se que, entre 2020 e 2050, possam surgir 13,7 milhões de novos casos, com até 11 milhões de mortes, segundo artigo publicado no site da revista The Lancet. Paralelamente, observa-se um crescimento preocupante do câncer em pessoas com menos de 50 anos, cuja incidência aumentou 79% entre 1990 e 2019 em todos os continentes, segundo estudo publicado por pesquisadores da China, Estados Unidos, Grécia, Reino Unido e Suécia, na BMJ Oncology. Mudanças nos hábitos de vida, como sedentarismo, consumo elevado de alimentos ultraprocessados e redução da ingestão de alimentos saudáveis, contribuem para o agravamento do cenário.

Fonte: Anahp




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