Crise na Hapvida: fuga de 59 mil clientes deve afundar resultados do 4º trimestre
10/02/2026

A situação da Hapvida NotreDame Intermédica (HAPV3) se agravou no encerramento de 2025. Dados preliminares da Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) confirmam o que analistas mais céticos já temiam: a operadora registrou uma perda massiva de 59.000 clientes no quarto trimestre do ano.

O movimento de saída confirma as previsões do mercado, mas pelo viés negativo. Longe de ser um ajuste controlado, o número reflete uma crise operacional que está drenando a base de pagadores da companhia. Com menos beneficiários pagando mensalidades, a expectativa agora é de que o balanço financeiro do 4º trimestre venha ainda pior do que o do terceiro trimestre, que já havia frustrado investidores.

Êxodo de clientes por falhas no atendimento

A redução drástica na base de vidas expõe a fragilidade do modelo de negócio atual. A perda de quase 60 mil contratos não ocorre por decisão estratégica da empresa, mas, sim, pela decisão dos usuários que, exaustos com a má qualidade do serviço, optaram pelo cancelamento.
 

A precarização do atendimento — marcada por denúncias constantes de demora, rede insuficiente e negativas de procedimentos — gerou um efeito cascata. Sem conseguir reter sua base, a Hapvida vê sua principal fonte de receita encolher justamente em um momento crítico.

Trimestre no vermelho?

A leitura do mercado para os números que serão divulgados é pessimista. Se no terceiro trimestre a empresa já enfrentava dificuldades, o quarto trimestre de 2025 desenha um cenário de deterioração acelerada.

A lógica é simples e impiedosa: com a saída de milhares de clientes insatisfeitos, a arrecadação cai, enquanto os custos fixos da estrutura hospitalar permanecem. Analistas antecipam que essa combinação deve impactar severamente as linhas finais do balanço. Dessa forma, mostra que a operadora não consegue estancar a sangria de beneficiários e, consequentemente, de dinheiro.

O mercado aguarda a divulgação oficial dos resultados com desconfiança, prevendo que os números confirmarão que a crise de qualidade da Hapvida já se transformou, inegavelmente, em uma crise financeira.

Fonte: BNC




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