No Hospital Vivalle, da Rede D’Or, a impressão 3D tem fortalecido a reabilitação hospitalar ao viabilizar a produção rápida e personalizada de dispositivos que promovem conforto e independência durante a internação.
Para a terapeuta ocupacional Luciana Prado, a iniciativa representa um avanço importante no cuidado. “A terapia ocupacional faz uma avaliação individualizada de cada caso e busca estratégias para resgatar a autonomia no dia a dia, em atividades como alimentação, higiene e autocuidado”.
Entre os principais itens produzidos estão órteses de punho e dedos; dispositivos de Tecnologia Assistiva que auxiliam no processo de retorno às atividades de vida diária de pacientes com mobilidade reduzida. As peças são desenvolvidas sob medida, especialmente para pacientes que permaneceram por mais de 24 horas em ventilação mecânica ou para casos neurocríticos, como pessoas que sofreram AVC ou lesão medular.
“Realizamos uma avaliação clínica e, a partir dela, criamos um modelo personalizado para trabalhar a autonomia do paciente durante a internação”, detalha Luciana. Embora pensadas para uso hospitalar, as órteses e dispositivos podem acompanhar o paciente após a alta.
Produção mais ágil e acessível
As peças são confeccionadas com filamentos de Ácido Polilático (PLA), material sustentável produzido a partir de fontes renováveis, como amido de milho, cana-de-açúcar e mandioca.
Além da personalização, a tecnologia trouxe ganhos expressivos em eficiência. Antes feitas manualmente, as órteses levavam de 90 a 120 minutos para serem produzidas. Com a impressão 3D, o tempo caiu para 40 a 60 minutos, de forma automatizada.
O impacto também é financeiro, já que a tecnologia permite economia de até 95% para produção de cada peça.
Para o diretor da unidade, Guilherme Paro, o investimento reforça o compromisso com inovação e qualidade assistencial. “A aposta da Rede em novas tecnologias tem gerado resultados consistentes, e a impressão 3D vem se consolidando como uma ferramenta estratégica para ampliar o conforto e a eficiência no cuidado”, conclui.