Oncoclínicas obtém liminar para impedir BRB de promover mudanças com ações em seu poder
04/03/2026

Oncoclínicas informou que obteve liminar impedindo o Banco de Brasília (BRB) de promover alterações na gestão ou governança dos fundos de investimento detentores de ações da rede de tratamento oncológico. O BRB passou a deter 8,68% do capital da companhia após executar garantias do Banco Master, liquidado pelo Banco Central e investigado pela Polícia Federal por supostas fraudes financeiras. 

A decisão judicial determina que a fatia de 8,68% permaneça no patrimônio da companhia. O BRB ainda pode recorrer. 

Há uma briga em curso, uma vez que a Oncoclínicas alega que essas ações já tinham sido dadas como garantia num acordo com Daniel Vorcaro, dono do Master, que chegou a ter 20% da companhia. 

 

O Master injetou R$ 1,5 bilhão em aumento de capital da empresa, sendo que R$ 500 milhões foram um empréstimo para o presidente da Oncoclínicas, Bruno Ferrari, participar da operação. No entanto, esses recursos foram aplicados em CDBs do próprio banco de Vorcaro. 
 

Com a liquidação extrajudicial do Master, em novembro, as duas partes fizeram acordo em que as ações seriam “devolvidas” à Oncoclínicas, porém os papéis também foram dados como garantia ao BRB, que adquiriu uma carteira de créditos do Master que teriam sido fraudados. 

O Valor tenta contato com o BRB para um posicionamento sobre o assunto. 

 





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