A Dasa, maior rede de saúde integrada do Brasil, vem trabalhando a gestão da saúde com um olhar diferente, buscando ferramentas para contribuir com a sustentabilidade do setor. Nesse contexto, a empresa lançou no Summit Dasa Governança em Saúde — Indicadores para desfecho, qualidade e segurança, organizado em parceria com o Valor Econômico, o Índice de Valor Dasa, rimeiro que avalia de maneira integrada a qualidade e segurança do cuidado e o desfecho clínico após uma intervenção em saúde.
O Índice é um sistema de governança que monitora 13 indicadores clínicos a partir de dados fornecidos pelos pacientes em todas as unidades de saúde da companhia, acompanhando o estado de saúde de cada um após um episódio de cuidado. “Toda a cadeia sai ganhando. Com dados em mãos, podemos comparar e provocar a melhoria contínua, elevando a qualidade assistencial das nossas instituições, sempre preservando os domínios de efetividade, segurança e centralidade no paciente”, apontou Leonardo Vedolin, diretor-geral da área médica e de cuidados integrados da Dasa.
Para tanto, além do gerenciamento do atendimento durante os procedimentos na Dasa, uma equipe monitora, com o consentimento do usuário e respeitando o sigilo dos dados, o desfecho clínico e avalia o estado de saúde do paciente reportado por ele. Há ainda a gestão
da taxa de reinternação nos hospitais em até 30 dias e dos pacientes que recebem atenção domiciliar. A companhia acredita que a análise desses indicadores pode ser capaz de provocar uma mudança importante de cultura.
Cada número, cada meta e cada indicador refletem os investimentos da Dasa em pessoas, no desenvolvimento de novas ferramentas, em tecnologia e na construção de uma estratégia baseada nas melhores práticas. O Índice de Valor é a contribuição da empresa para reforçar e ampliar a sustentabilidade do segmento, uma vez que traz a todos os players do setor uma referência sólida, cuja confiabilidade é atestada pelo trabalhode auditoria realizado.
“Olhando para dentro, esses indicadores dão oportunidade para que os médicos conheçam melhor o que impacta a gestão. E esse sistema de governança pode engajar e empoderar as equipes multidisciplinares, que saberão alinhar a estratégia da companhia com a prática do dia a dia, realizando o cuidado certo com o uso pertinente de recursos”, defendeu Vedolin.
Além disso, o diretor reforçou que o índice pode ajudar a promover uma nova camada de debate, ampliando a discussão sobre o uso de indicadores abertos para promover melhorias. A empresa entende que, jogando luz sobre os dados, com transparência nas ações, é possível evoluir. “Tenho convicção de que essas informações precisam ser conhecidas e compartilhadas, estimulando a todos no ciclo de melhoria da saúde como um todo”, defendeu Claudia Cohn, diretora-executiva do Alta Diagnósticos e vice-presidente do Conselho do Instituto Coalizão Saúde (Icos).
Em relação aos hospitais da rede, o índice vem como um direcionador no caminho da equidade. “Ao avaliarmos nossos 15 hospitais com os mesmos indicadores de qualidade, segurança e desfecho, criamos um sistema de governança muito produtivo, em que uns aprendem com os outros e compartilham as melhores práticas”, exemplificou Raphael Oliveira, diretor-geral do Hospital Nove de Julho. Para o executivo, não basta entregar saúde com qualidade é preciso unir fatores que caracterizem valor: o cuidado pertinente, de qualidade, com bom desfecho e redução de desperdício. “Temos na nossa governança um caminho muito estruturado olhando para a sustentabilidade na rede”, apontou.
FUTURO COLABORATIVO
A referência e consultoria para a criação do Índice de Valor Dasa vieram do benchmark com a Mayo Clinic, modelo de excelência, considerado o maior centro médico dos Estados Unidos. “Buscamos entidades com os mesmos valores que os nossos para ajudá-las a aprimorar a qualidade, a segurança e a experiência do paciente. Foi assim com a Dasa, firmando uma parceria de longo prazo.
Acreditamos que, a partir de métricas bem definidas e com indicadores simples, é possível sempre melhorar a performance”, afirmou Jorge M. Pascual, presidente interino da área internacional da Mayo Clinic.
Para Raphael Oliveira, essa é uma estratégia fundamental para garantir a sustentabilidade no setor: “O futuro da saúde envolve colaboração, e temos consciência de que precisamos de bons parceiros nessa jornada. A experiência da Mayo vem nos trazendo subsídios para construir melhores práticas e melhor assistência para nossas operações.”
Todas as informações contidas no Índice de Valor Dasa são auditadas por terceiros. “É preciso trabalhar com muita qualidade para abrir os dados com essa transparência. Apresentar o que fazemos com a chancela de auditoria externa traz segurança para a cadeia como um todo. E isso é motivo de orgulho para a companhia”, finalizou Romeu Domingues, co-chairman da Dasa.
Se não tivermos indicadores e referências como esses da Dasa, o debate sobre diretrizes e protocolos fica vazio. Casado com isso, é preciso avançar na navegação dos dados de forma transparente pela cadeia
— Renato Casarotti, presidente da Associação Brasileira de Plano de Saúde (Abramge)
Há muita fragmentação no setor e precisamos de uma solução para integrar os sistemas de saúde na cadeia que temos hoje. É preciso pensar na hierarquização do acesso, em sistemas abertos para compartilhar informações e em profissionais de saúde que trabalhem com equipes integradas
— Wilson Shcolnik, presidente do Conselho de Administração da Associação Brasileira de Medicina Diagnóstica (Abramed)
Sabemos que há um enorme atraso no uso de dados, e a busca por uma gestão eficiente dependerá da capacidade de recuperar esse tempo perdido, organizando e fazendo bom uso das informações. Essa iniciativa da Dasa pode estimular a mudança para que outras entidades olhem mais para esse caminho
— Antônio Britto, diretor-executivo da Associação Nacional de Hospitais Privados (Anahp)
A inteligência de dados é fundamental para a transformação do sistema de saúde, e a transparência é a mola propulsora para melhorar a qualidade da saúde. Abrir os dados, sem dúvida, faria com que melhores resultados fossem perseguidos. Os indicadores da Dasa devem ajudar muito nesse sentido
— Giovanni Cerri, presidente do Conselho do Instituto Coalizão Saúde (Icos)
Temos que buscar cada vez mais a transparência e que os consumidores fiquem cada vez mais informados. Esse é um dever de todos os atores do setor. É fundamental mensurar esses dados para que beneficiários façam melhores escolhas. Isso sem contar que, quando há informações de determinado procedimento e desfecho satisfatório, isso estimula que outros prestadores tendam a melhorar
— Paulo Roberto Rebello, diretor-presidente da Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS)