“Em Novos Elos [braço de clínicas], temos integração com medicina diagnóstica, criamos produtos, por exemplo, em câncer de mama, em que a jornada é mais fluída, integrada, o que ajuda a reduzir custos e interessa às operadoras”, disse Tsutsui, em teleconferência para analistas e investidores.
Ao ser questionada sobre se o Fleury chegou a negociar aquisição da Alliança, que, na semana passada, passou a ser controlada pela gestora Geribá, a executiva disse que a companhia continua analisando opções de M&As (fusões e aquisições), mas o ativo precisa fazer sentido. Ela acrescentou que o grupo possui um forte rigor de governança.
A Alliança era controlada pelo empresário Nelson Tanure. Porém, as ações da rede de medicina diagnóstica foram colocadas como garantia em empréstimos tomados com Prisma, Farallon, BTG e Santander para compra da Ligga, empresa de telecom. Esses credores executaram suas garantias e venderam os papéis da Alliança para a Geribá.
Surpresa no Rio
No quarto trimestre, uma das surpresas no balanço do Fleury foi o desempenho no Rio de Janeiro, praça em que o setor de saúde enfrenta dificuldades para crescer diante dos problemas com operadoras de planos de saúde locais, em especial, a Unimed.
O crescimento foi de 14%. Segundo Jeane, a companhia iniciou um processo comercial forte e ampliou a contração de médicos, que, por sua vez, estão ajudando aumentar o volume de exames nas unidades cariocas.