O lucro líquido da Seguros Unimed praticamente dobrou em 2025, chegando a R$ 737,6 milhões. O desempenho da companhia, que é o braço segurador e financeiro do Sistema Unimed, foi impulsionado pela melhora do resultado operacional, que refletiu fatores como a queda da sinistralidade.
O faturamento consolidado ultrapassou R$ 8,5 bilhões, o que representa um avanço de 14,5% em relação ao ano anterior. Houve crescimento em todas as linhas de negócios, que são saúde, odontologia, vida e ramos elementares (seguros patrimoniais e de responsabilidades).
Para 2026, a expectativa da Seguros Unimed é de um aumento de 12,5% no faturamento, para R$ 9,6 bilhões. Após anos de crescimento na casa dos 15%, o desempenho previsto é “robusto” considerando a inflação e o contexto atual do segmento de saúde, que é carro-chefe da empresa, disse Helton Freitas, presidente da Seguros Unimed, ao Valor.
“Com um movimento maior de consolidação no setor, teremos que ser mais competitivos para crescer acima da inflação”, afirmou o executivo, afirmando que os números de 2026, até o momento, indicam que a empresa alcançará a previsão.
No segmento saúde, que responde por mais de 80% da receita, o crescimento em 2025 foi de 17,3%, para R$ 7,12 bilhões. Em odonto, o avanço foi de quase 10%, chegando a R$ 219,6 milhões. Em ramos elementares, a receita da companhia cresceu quase 6%, para R$ 108,5 milhões, enquanto que, em vida, houve aumento de 3,3% no faturamento, para R$ 910,1 milhões.
Para além da saúde, a Seguros Unimed buscou ganhar mercado nos últimos anos com seguros tradicionais e com a criação de produtos pensados para médicos. “Temos um know how diferenciado. Com isso, formatamos produtos que dão bons resultados justamente por compreendermos melhor a prática médica”, disse Freitas.
Além do tradicional seguro de responsabilidade civil, que protege médicos e profissionais de saúde contra processos judiciais, administrativos ou criminais relacionados a falhas na prestação de serviços, a empresa também desenvolveu produtos que cobrem riscos ligados a equipamentos hospitalares. “É um mercado que ainda não está explorando em todo potencial”, afirmou o presidente.