Com base nos detalhes preliminares do
acordo entre o Grupo Porto e a Oncoclínicas, a leitura inicial dos analistas do Citi sobre a transação é “um pouco negativa”. Isso ocorre principalmente porque a expectativa era por uma direção estratégica oposta: a Porto vendendo uma participação em sua vertical de saúde para um parceiro estratégico, e não investindo na
Oncoclínicas, “que já é um grande parceiro da Porto Saúde e atualmente se encontra em condições financeiras desfavoráveis”, diz a equipe de análise em relatório enviado a clientes hoje.
“Também não vemos a Porto com a expertise necessária para operar esse negócio no curto prazo. Assim, o racional da operação parece questionável do ponto de vista de alocação de capital e geração de valor para os acionistas”, afirmam os analistas.
Um aspecto potencialmente positivo é que o negócio independente de clínicas oncológicas parece atrativo e poderia representar uma nova avenida de expansão dentro do segmento de saúde, que pode gerar resultados positivos ao longo do tempo, afirmam.
Os analistas ressaltam que ainda é cedo para conclusões definitivas, sendo necessárias maiores informações sobre a estrutura do negócio, bem como de um entendimento mais profundo da condição financeira da Oncoclínicas, antes de formar uma visão mais abrangente.