Mulheres ativam mais o plano de saúde, mas com menor complexidade
20/03/2026

Mulheres utilizam planos de saúde com mais frequência do que homens, especialmente em procedimentos ligados à prevenção e ao acompanhamento clínico. É o que mostra um levantamento realizado pela Axenya, a partir da análise de 49.558 beneficiários de planos corporativos em 2025.

De acordo com os dados, 76,8% das mulheres da base analisada utilizaram o plano de saúde ao menos uma vez no período, diante de 69,4% dos homens. Além disso, elas apresentam maior volume de uso em diversas categorias assistenciais avaliadas, incluindo exames, consultas, pronto-socorro e procedimentos ambulatoriais.

A maior diferença aparece na realização de exames, com uma média de 18,29 eventos por população feminina, ante 11,58 entre homens, o que representa uma taxa 58% superior. O mesmo padrão se repete em consultas médicas, com 2,78 atendimentos entre mulheres contra 1,93 entre homens (+44%). Os dados também indicam que a maior utilização feminina se concentra justamente em consultas e exames, categorias que representam os principais pontos de entrada no sistema de saúde e costumam estar associadas ao acompanhamento clínico e à prevenção.

 

“Quando observamos maior utilização entre as mulheres em eventos como consultas e exames, estamos falando de interações que normalmente fazem parte do acompanhamento clínico e da prevenção. Esse padrão sugere uma relação mais contínua com o cuidado em saúde”, afirma Aline Pasiani, diretora médica da Axenya.

Mulheres mais preventivas, homens mais reativos

A análise detalhada dos dados também mostra que as mulheres concentram as maiores taxas de consultas médicas, tanto em volume total quanto na frequência de uso. Entre as pessoas que usaram o plano, as mulheres registraram em média 4,4 atendimentos por usuária ao longo do ano, indicando uma relação mais frequente com o acompanhamento em saúde.

Aline Pasiani explica que o padrão observado é consistente com uma relação mais contínua das mulheres com o cuidado em saúde. “Consultas médicas costumam ser a principal porta de entrada para o sistema de saúde. Quando observamos maior frequência feminina nesse tipo de atendimento, isso pode indicar uma postura mais ativa em relação ao acompanhamento da própria saúde”, explica.

Entre os homens, o comportamento é diferente. Apesar de acumularem custos totais semelhantes, os eventos de uso tendem a ser menos frequentes e mais concentrados em internações e procedimentos de maior complexidade. Na base analisada, homens apresentaram a maior taxa de internação sendo de 1,69, um padrão associado a episódios de cuidado mais intensivos e de maior impacto financeiro.

Relação mais contínua com o cuidado

Na avaliação, padrões de utilização como esse ajudam a compreender o comportamento de saúde dentro das populações corporativas e podem orientar estratégias de prevenção.

Como empresas concentram grande parte dos beneficiários de planos de saúde no país, o entendimento desses padrões torna-se relevante para a gestão de risco e planejamento assistencial.

“A análise de grandes bases de dados permite identificar padrões de comportamento em saúde que muitas vezes passam despercebidos no atendimento individual. Esses insights ajudam a orientar estratégias de prevenção e acompanhamento mais direcionadas para diferentes perfis da população”, conclui Pasiani.





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