O Fleury informou nesta segunda-feira que firmou um acordo não vinculante para se juntar à Porto e Oncoclínicas para criar uma nova empresa apenas com as cerca de 150 clínicas de tratamento para câncer - mesmo modelo já em estudo entre a seguradora e a Oncoclínicas.
O Fleury e Porto investiriam, em conjunto, R$ 500 milhões na nova empresa, da qual seriam os únicos acionistas e por meio da qual passariam a deter o controle. As participações de cada uma delas e as condições de governança não foram divulgadas.
Além das unidades, a nova empresa ficaria com parte da dívida da Oncoclínicas - no máximo R$ 2,5 bilhões. Esse valor inclui passivos de parcelamentos de fusões e aquisições, tributários, pagamentos com fornecedores e outros instrumentos de endividamento financeiro.
A nova empresa emitiria debêntures voluntariamente conversíveis em ações ordinárias de sua emissão, que seriam subscritas pela nova empresa, uma holding, pela Porto e/ou por Fleury, observado que a Oncoclínicas teria o direito de também subscrever debêntures conversíveis até o limite de 30% do volume total de debêntures conversíveis.
As debêntures conversíveis teriam o valor total de R$ 500 milhões, com vencimento em 48 meses do seu desembolso e remuneração equivalente a 110% do CDI, sendo que a conversão poderia ser solicitada (a) a partir do 36º mês da data de emissão, ou se verificado um evento de liquidez da NewCo.
A Oncoclínicas concedeu ao Fleury e à Porto uma exclusividade de 30 dias contados de 13 de março de 2026 para negociar os documentos definitivos, que estabelecerão as bases finais da potencial operação, incluindo eventuais regras adicionais relacionadas às debêntures conversíveis, aos ativos e passivos que serão contribuídos à nova empresa de oncologia.