Do total das dívidas de R$ 3,3 bilhões, R$ 1,5 bilhão são referentes à Certificados de Recebíveis Imobiliários (CRIs) em que a rede de tratamento está com dificuldades para negociar um “waiver” (perdão) da alavancagem tendo em vista que os detentores desse papel estão muito pulverizados no mercado.
Atualmente, a maior dificuldade da Oncoclínicas é aquisição de medicamentos, que está provocando o atraso de tratamentos. Cerca de 6 mil pacientes já tiveram seus atendimentos adiados. A companhia tem um passivo de cerca de R$ 400 milhões junto à distribuidora de medicamentos Santa Cruz, sua única fornecedora.
A companhia destacou em fato relevante, agora pela manhã, que a tutela cautelar “terá como objetivo proporcionar um ambiente administrativo e financeiro mais organizado e estável para a companhia, permitindo que ela conduza a mediação e negociação com seus credores sem interrupção de suas atividades ou alteração na condução ordinária de seus negócios, apesar do atual cenário macroeconômico e setorial desafiador”.
Além disso, a Oncoclínicas esclarece que “permanece operando normalmente e continua empenhada em manter conversas positivas com seus credores visando atingir um acordo que seja benéfico a todos os seus investidores”.