Como tecnologia e novos modelos de cuidado transformam a segurança do paciente
06/05/2026

Na agenda dos sistemas de saúde, segurança do paciente deixou de ser um tema periférico para assumir papel central na estratégia das organizações.

Mais do que protocolos assistenciais, trata-se de um modelo estruturado que integra cultura, processos, tecnologias e ambientes com um objetivo claro: reduzir de forma consistente os riscos, prevenir eventos adversos e mitigar impactos quando falhas ocorrem.
 

Segurança do paciente redefine desempenho, eficiência e inovação na saúde

Para Juliana Vicente, head do portfólio de saúde da Informa Markets, organizadora da Hospitalar, essa agenda precisa ser tratada no nível mais alto da gestão.

“A segurança do paciente não deve ser vista como um tema técnico, mas como um pilar estratégico da transformação do sistema de saúde, conectando qualidade assistencial, eficiência operacional e inovação”, afirma.
 

Esse reposicionamento ganha ainda mais relevância diante da incorporação acelerada de novas tecnologias, terapias e modelos de cuidado. Iniciativas como o atendimento centrado no paciente e a expansão do cuidado domiciliar ampliam o acesso, mas também exigem revisões contínuas nas práticas de segurança.

“Cada avanço traz novos riscos e, portanto, demanda maturidade crescente das organizações na gestão desses riscos”, complementa Juliana.
 

Na Hospitalar 2026, o tema será tratado de forma transversal ao longo dos quatro dias de evento, refletindo sua natureza sistêmica. No Congresso Internacional de Serviços de Saúde (CISS), por exemplo, a discussão ganha protagonismo com o eixo “Saúde de alta confiabilidade: o plano de voo para a transformação e segurança do paciente”, conectando governança, cultura organizacional e práticas assistenciais.

Já nos conteúdos voltados à gestão e operações, a segurança aparece diretamente associada à eficiência e à redução de falhas — uma equação cada vez mais relevante para instituições pressionadas por custos e desempenho. Nos fóruns de inovação, o debate avança para o uso de dados, digitalização e tecnologias que apoiam a tomada de decisão clínica e a prevenção de riscos em escala.

Plano da Anvisa consolida mudança na abordagem da segurança do paciente

Esse movimento também se reflete no ambiente regulatório. Em resposta à crescente complexidade do cuidado, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) lançou o Plano Integrado para a Gestão Sanitária da Segurança do Paciente 2026–2030. A iniciativa marca uma mudança de paradigma ao deslocar o foco da conformidade normativa para uma abordagem orientada por risco, metas mensuráveis e responsabilização institucional.

“Esse plano consolida a segurança do paciente como política estruturante do sistema de saúde, combinando regulação, cultura organizacional, uso de dados e engajamento dos profissionais — elementos que já dominam as discussões estratégicas nos principais fóruns globais”, destaca a head da Hospitalar.

Hospitalar 2026: onde estratégia encontra prática

Entre os dias 19 e 22 de maio, no São Paulo Expo, a Hospitalar reunirá lideranças, gestores e especialistas para discutir como transformar esse conceito em prática. Em um ambiente que conecta conteúdo, negócios e inovação, o evento se posiciona como um espaço para acelerar a maturidade do setor em temas críticos como segurança do paciente.

Além dos oito congressos técnicos, que abordam desde gestão até qualidade assistencial, a programação inclui cinco arenas na Plaza Hospitalar, com apresentações de soluções, cases e demonstrações práticas. Na prática, uma oportunidade para o gestor avaliar tecnologias, trocar experiências e identificar caminhos concretos para elevar o padrão de segurança e eficiência em suas organizações.
 





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