Em 2025, 28% das empresas registraram elevação de custos acima de 20%, mais que o triplo do observado em 2020, quando esse índice era de apenas 8%. No sentido oposto, a parcela de empresas com custos anuais abaixo de 5% (patamar próximo à inflação medida pelo IPCA), caiu de 30% em 2020 para 15% em 2025, evidenciando o avanço consistente das despesas com saúde corporativa no período.
O estudo, apresentado durante o CONARH Saúde 2026, por Luiz Edmundo Rosa, diretor de saúde e bem-estar da ABRH Brasil, ouviu 419 empresas de diferentes portes e setores, que juntas representam 3,15 milhões de pessoas com planos de saúde, consolidando uma das análises mais abrangentes já realizadas no país sobre o tema.
Os dados revelam um cenário desafiador: apesar da relevância do tema, apenas cerca de metade das lideranças considera a saúde uma prioridade estratégica, e mais de 50% das empresas ainda não adotam práticas estruturadas de gestão, como políticas, comitês ou uso integrado de dados. Como consequência, os custos seguem em alta e a eficiência das ações permanece limitada.
Rosa destaca que há oportunidades claras de evolução com base nas evidências do estudo. “Os dados mostram que empresas que estruturam sua gestão, investem em prevenção e utilizam melhor as informações conseguem resultados superiores. Ou seja, existe um caminho comprovado para reduzir custos e, ao mesmo tempo, melhorar a saúde das pessoas”, completa.
Por outro lado, a pesquisa também aponta um caminho claro: empresas que adotam práticas mais estruturadas, com foco em gestão, prevenção e uso de dados, conseguem resultados superiores e maior controle de custos, demonstrando que a transformação é possível e viável para todo o mercado.
_____________________
Principais destaques da pesquisa
_____________________
Mercado de planos de saúde ultrapassa 53 milhões de beneficiários
O número de beneficiários de planos de saúde médico-hospitalares no Brasil alcançou 53 milhões em janeiro de 2026, crescimento de 2% em relação a janeiro de 2025. De acordo com o IESS, a expansão da saúde suplementar continua associada ao mercado de trabalho formal. Em janeiro de 2026, 73% dos beneficiários estavam vinculados a planos coletivos empresariais.
No mesmo período, o estoque de empregos formais no Brasil passou de 47,3 milhões para 48,6 milhões (alta de 2,6%) e o número de beneficiários vinculados a planos coletivos empresariais médico-hospitalares subiu de 37,4 milhões para 38,7 milhões (alta de 3,3%).