A Hapvida registrou, no primeiro trimestre, um prejuízo de R$ 154,3 milhões, revertendo o lucro líquido de R$ 54,3 milhões um ano antes. Considerando a norma contábil IFRS17 (contratos de seguro), o prejuízo líquido atribuído aos controladores foi de R$ 100,9 milhões.
Considerando o resultado ajustado, a companhia apurou um lucro líquido de R$ 244 milhões no primeiro trimestre, o que representa uma queda de 41,4% quando comparado ao mesmo período de 2025.
O lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda) ajustado caiu 20% para R$ 803,3 milhões. A margem do respectivo indicador teve queda de 3,2 pontos percentuais para 10,2%.
A taxa de sinistralidade subiu 0,4 ponto percentual ficando em 72,2%.
A receita líquida da companhia somou R$ 7,9 bilhões, alta de 5,2%. O tíquete médio dos planos de saúde subiu 7,3% para R$ 305.
No entanto, a operadora teve uma perda orgânica (diferença entre contratações e cancelamentos) de 44,5 mil usuários de planos de saúde, nos três primeiros meses do ano. Houve uma melhora quando comparado ao trimestre imediatamente anterior, quando a companhia havia apurado uma redução de 140 mil usuários.
A Hapvida detinha, em março, 8,6 milhões de beneficiários, o que representa 115 mil a menos quando comparado ao total registrado no mesmo período de 2025.
São Paulo continua sendo a região com a maior baixa. Houve 67,1 mil cancelamentos no primeiro trimestre de 2026 contra 121,1 mil no quarto trimestre de 2025.
No Nordeste, praça de origem da Hapvida, a operadora teve 11,7 mil cancelamentos. No fim do ano, não havia ocorrido nenhuma perda. “Pontualmente, Recife e Salvador registraram perda de dois contratos com mais de mil vidas”, explicou a companhia, no balanço.
Na modalidade individual, foram 19,5 mil cancelamentos e na modalidade adesão, 11 mil. O desempenho foi “pressionado pela sazonalidade comercial associada ao Carnaval e pelas despesas típicas do período, como IPTU, IPVA e matrículas, que acabam concorrendo com a compra de planos de saúde”, informa a Hapvida.
No segmento hospitalar, a receita apresentou redução de 3,15% para R$ 215 milhões, no primeiro trimestre por conta da “menor utilização, em linha com a sazonalidade”. Em algumas praças, os hospitais da Hapvida são usados por outras operadoras de planos de saúde.
A companhia também teve aumento nas provisões. Na linha das provisões para despesas médicas futuras (Peona), a alta foi de quase 40%. Nas provisões para ressarcimento SUS, o aumento foi de 48,4%.