O Einstein Hospital Israelita e a Amazon Web Services (AWS) fizeram um acordo para operar o Laboratório de Inteligência Artificial em Saúde (LabIAS), instalado no campus Francisco Morato do Einstein, em São Paulo.
A instalação é utilizada para pesquisa e desenvolvimento e conecta alunos, professores, pesquisadores internos e externos de diversas áreas. O objetivo é criar em conjunto sistemas digitais de alto impacto baseados em inteligência artificial (IA), considerando o método científico, segundo o hospital.
Com isso, o laboratório passa a desenvolver projetos voltados à aplicação de IA e computação em nuvem na Atenção Primária à Saúde (APS) — o primeiro nível de atenção no sistema de saúde.
Nos planos de trabalho estão o desenvolvimento de ferramentas digitais para apoio na triagem e agendas de rotina na APS e monitoramento de infecções respiratórias agudas, integrando análises de dados clínicos com variáveis climáticas e dispositivos de internet das coisas (IoT).
A proposta é gerar estudos e soluções aplicáveis aos desafios reais do sistema público. Os projetos terão articulação direta com os Centros de Inovação do Einstein em São Paulo, Goiânia e Manaus.
O apoio da AWS é feito por meio de recursos computacionais, infraestrutura em nuvem e mentorias técnicas, além de colaborar no desenvolvimento de arquiteturas de dados e inteligência artificial voltadas à saúde, e na criação de um ambiente seguro de experimentação e testes.
“Ao unir a excelência clínica do Einstein com a infraestrutura tecnológica da AWS, estamos construindo um ecossistema de inovação aberta que pode transformar a atenção primária e beneficiar milhões de brasileiros”, diz em nota diretor para o setor público na AWS Brasil, Paulo Cunha.
Para o diretor-executivo de inovação do Einstein, Rodrigo Demarch, o projeto acelera o uso da tecnologia para gerar impacto real na vida das pessoas. “O LabIAS nasce para transformar evidência científica em soluções de saúde digital que dialoguem com os desafios do país, desde a atenção primária até a gestão de doenças crônicas”, afirma Demarch em nota.