Gestão de alta performance transforma hospitais públicos em Goiás
25/05/2026

A gestão de hospitais públicos em Goiás tem sido palco de uma transformação impulsionada pela atuação do Einstein no estado desde 2018. Mariana Cavalcante, gerente de Infraestrutura e Facilities do Hospital Israelita Albert Einstein, compartilhou a experiência da instituição na administração de hospitais públicos, destacando os desafios enfrentados e os resultados alcançados.

“É muito gratificante, é uma honra poder falar um pouquinho sobre os hospitais públicos”, afirmou Mariana, ressaltando a complexidade e a importância do trabalho. A jornada do Einstein em Goiás começou com a aquisição do Hospital Órion, em 2021, seguida pela fundação do HMAP, Hospital Municipal de Aparecida de Goiânia Iris Rezende Machado, em junho de 2022, e pela assunção do HUGO, hospital de urgência em Goiânia, em junho de 2024.
 

Mariana abordou os desafios inerentes à gestão de hospitais públicos, que incluem “complexidade regulatória”, “parte financeira”, “escassez de mão de obra” e a “manutenção de infraestrutura desses hospitais, que muitas vezes são muito antigos, muito depreciados”.

Ela explicou que, para o Einstein, alta performance vai além da tecnologia e dos números. “Eu estou falando de continuidade da minha operação sem nenhuma interrupção. Eu estou falando de segurança nessa operação”, explicou Mariana. A eficiência no uso de recursos como “diesel, energia e água” e a disciplina para manter a constância são pilares fundamentais. “Não adianta nada a gente ter a continuidade, a segurança e a eficiência se isso não for constante. Se eu não educar, se eu não aculturar os meus colaboradores”, enfatizou. O objetivo final é trazer “previsibilidade às nossas operações”.

O Case HMAP 

O HMAP, em Aparecida de Goiânia, é um exemplo da abordagem do Einstein. Com um contrato definitivo e 30 dias para a assunção, o hospital já estava em funcionamento. A unidade, com 235 leitos, duas salas de hemodinâmica e nove salas cirúrgicas, apresentava uma estrutura nova.

A evolução da gestão no HMAP foi dividida em fases. De 2022 a 2023, um “volume gigante de ordens de serviço, de consumo e de capacidade operacional” marcou a entrada e a tomada de rédea da situação. De 2023 a 2024, houve a consolidação dos processos, com maior controle e padronização. A partir de 2024, o foco passou a ser a otimização e a redução de custos. “Não é no ano em que eu assumo aquele hospital. Seria sensacional se fosse, mas lá não foi. A gente teve um período de maturidade para entender os nossos processos”, revelou Mariana.
 

Entre os resultados, destaca-se a melhoria na manutenção, com o aumento das ações preventivas e a diminuição das corretivas. A implantação do sistema Neovero e o alinhamento com o time assistencial e o NIR, Núcleo Interno de Regulação, foram fundamentais. “Eu não consigo entrar num leito para fazer a manutenção corretiva ou preventiva se eu não estiver alinhada com o leito”, explicou Mariana.

A eficiência hídrica também foi um ponto forte, com redução de 2.200 m³ de água entre 2022 e 2025, por meio de iniciativas como torneiras com temporizador e descargas econômicas. Na higiene, a implementação do sistema Neovero e a integração com o CCO, Centro de Controle Operacional, resultaram em uma taxa de conclusão de limpeza de 97% e na redução do tempo de limpeza terminal.





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