O Great Place To Work® (GPTW), consultoria global referência em cultura organizacional e ambientes de trabalho saudáveis, acaba de divulgar a 13ª edição das Melhores Empresas Para Trabalhar™ Saúde 2026. O estudo contou com a participação de 231 empresas, impactando mais de 343 mil colaboradores em todo o país.
Ao todo, 80 organizações foram reconhecidas por suas práticas consistentes de gestão de pessoas. Entre as premiadas, estão 25 empresas de pequeno porte, 40 de médio porte e 15 de grande porte.
As companhias vencedoras estão distribuídas em 18 estados brasileiros. O estado de São Paulo lidera com 39 empresas premiadas, seguido por Paraná e Rio de Janeiro, com sete cada. Distrito Federal e Minas Gerais aparecem com cinco organizações reconhecidas, enquanto Ceará conta com três. Rio Grande do Sul e Santa Catarina somam duas empresas premiadas cada. Já Amapá, Amazonas, Bahia, Espírito Santo, Goiás, Mato Grosso, Paraíba, Pernambuco, Piauí e Rondônia possuem uma empresa premiada cada.
De acordo com o levantamento, as Melhores Empresas para Trabalhar em Saúde se destacam pelo desenvolvimento de ambientes de trabalho inovadores. Duas organizações mostram consistência na gestão de pessoas e marcaram presença em todas as edições, enquanto outras 28 foram reconhecidas pela primeira vez. Além disso, a oportunidade de crescimento profissional e a qualidade de vida aparecem como os principais fatores de permanência dos colaboradores nas empresas.
Perfil etário
A análise revelou mudanças pontuais na distribuição etária dos colaboradores em 2026. Os profissionais entre 34 e 44 anos passaram a representar 15% do total, com leve variação de um ponto percentual, assim como a participação daqueles com 55 anos ou mais que cresceu de 5% para 6%. A faixa etária de 45 a 54 anos registrou avanço de dois pontos percentuais, concentrando 17% dos colaboradores. Por outro lado, os grupos de até 25 anos e 26 a 34 anos apresentaram retração de um ponto percentual, alcançando 16% e 28% em 2026, respectivamente.
Tempo de casa
O tempo de permanência nas empresas indica predominância de colaboradores com menor tempo de casa, sugerindo um cenário de renovação constante da força de trabalho. Em 2026, 34% dos colaboradores têm entre dois a cinco anos de empresa, o que representa um aumento de quatro pontos percentuais em relação a 2025. A participação dos profissionais com seis a dez anos, 16 a 20 anos e mais de 20 anos de casa permaneceu estável, com 15%, 3% e 3%, respectivamente.
Por outro lado, observa-se uma redução na participação de colaboradores com menor tempo de empresa. O grupo com até dois anos apresentou queda de três pontos percentuais em relação ao ano anterior, embora ainda represente a maior parcela do total, com 38%. Já os profissionais com 11 a 15 anos de empresa registraram uma leve redução de um ponto percentual, alcançando 7% nesta edição.
Perfil por gênero
Neste recorte, a pesquisa mostra que as empresas do setor de saúde registraram queda de dois pontos percentuais na representatividade feminina em 2026, em comparação com o ano anterior, alcançando 62%. Com isso, o indicador retornou ao mesmo patamar observado em 2024.
Liderança e CEO
A análise da relação entre gênero e níveis de gestão revela avanços na participação feminina em 2026. Na alta liderança, as mulheres passaram a ocupar 40% dos cargos, um aumento de dois pontos percentuais em relação aos 38% registrados em 2025. Já na média liderança, houve uma leve retração de dois pontos percentuais, fazendo com que o indicador retornasse ao mesmo patamar de 2023, de 43%.
Nas demais posições de liderança, a presença feminina também avançou, alcançando 60% em 2026, um ponto percentual acima do observado no ano anterior.
O estudo também mostra um crescimento na participação de mulheres nos cargos de CEO. Em 2026, as mulheres passaram a ocupar 22% dessas posições nas empresas premiadas, superando os 21% registrados nos dois últimos anos.
Índice de Inovação (IVR)
Em 2026, 21% das empresas premiadas operam no estágio acelerado de inovação, avanço de quatro pontos percentuais em relação ao ano anterior e de dez pontos percentuais com relação a 2024. As organizações em estágio funcional de inovação também registraram crescimento de quatro pontos percentuais, alcançando 36%. O estudo registrou também a queda de oito pontos percentuais das empresas que operam no estágio de atrito. Em contrapartida, o estudo apontou uma redução de oito pontos percentuais na participação das empresas que operam no estágio de atrito.
Os resultados reforçam que a capacidade de adaptação e inovação vem se fortalecendo entre as empresas premiadas. Ainda assim, as organizações classificadas no estágio de atrito permanecem como o grupo mais representativo, correspondendo a 43% do total.
Na comparação entre empresas premiadas e não premiadas, observa-se uma diferença significativa nos níveis de maturidade em inovação. Nenhuma das empresas não premiadas opera no estágio acelerado de inovação. Já no estágio funcional, as empresas premiadas apresentam uma participação 22 pontos percentuais superior à das não premiadas. A diferença é ainda mais expressiva no estágio de atrito, com uma distância de 43 pontos percentuais entre os dois grupos, evidenciando maior maturidade e capacidade de adaptação das empresas reconhecidas no ranking.
Fatores de permanência
A pesquisa identificou que a qualidade de vida apresentou crescimento de três pontos percentuais em relação a 2025. A estabilidade avançou, com alta de um ponto percentual de 2025 para 2026. Remuneração e benefícios mantiveram-se estáveis, com 14%. Já a oportunidade de crescimento, embora continue sendo o principal motivo de permanência entre os colaboradores das empresas premiadas, citada por 35% dos respondentes, apresentou redução de quatro pontos percentuais em relação a 2025. O alinhamento de valores também registrou leve queda, passando de 18% para 17%.