A Hapvida atingiu a marca de 604.383 consultas transcritas com suporte de inteligência artificial por voz de janeiro a maio de 2026. A tecnologia devolve ao médico o foco no paciente e entrega prontuários mais completos, estruturados e com menos falhas de registro.
O sistema de transcrição de voz, desenvolvido internamente pela companhia, ouve a consulta em tempo real, gera a anamnese (documento médico elaborado a partir da entrevista com o paciente) e sugere o código CID correspondente ao diagnóstico. Todo o conteúdo é revisado e validado pelo médico antes da finalização do prontuário.
“Para a Hapvida, a iniciativa representa mais do que ganho de eficiência. A inteligência artificial, nesse modelo, não substitui o médico. Ela devolve a ele o que a burocracia havia tomado: tempo, presença e foco no paciente”, Fabiano Barcellos Filho, gerente médico de IA da Hapvida.
A taxa de concordância médica com o CID sugerido chegou a 94%. As anamneses geradas tiveram qualidade aprovada em cerca 93% dos casos pelas auditorias, e o volume de informações registradas nos prontuários cresceu 56% em comparação ao período anterior à adoção da ferramenta.
“Achei a ferramenta sensacional. Consigo economizar muito tempo e focar o atendimento no entendimento e na conduta, sem me preocupar em escrever durante a consulta. Temos um resultado positivo, com as informações importantes resumidas e estruturadas. Isso representa economia de muito tempo, qualidade nas informações registradas no prontuário, segurança jurídica com prontuário com informações completas da consulta e muito ganho de produtividade“, afirma o médico Marcus Buratti.
O programa está atualmente operacional em telemedicina em todo o território nacional, contando com mais de 646 médicos engajados, além de estar implementado em todos os prontos atendimentos presenciais do estado do Ceará. A expansão para os demais estados está prevista até setembro de 2026, com implantação já iniciada em Minas Gerais e Bahia.
A solução atua sobre um dos principais gargalos históricos da rotina assistencial: o preenchimento manual durante a consulta, que reduz o tempo de escuta ativa e frequentemente resulta em registros menos completos. Com a geração inteligente da documentação clínica, o médico consegue dedicar mais atenção ao paciente, fortalecendo a relação médico-paciente e elevando a qualidade da experiência assistencial.
De acordo com a gerente de Produtos de IA da Hapvida, Mayumi Ito, além dos ganhos imediatos de produtividade e qualidade de registro, a iniciativa também pavimenta uma nova camada de transformação digital na saúde. “A estrutura criada abre caminho para futuras soluções de inteligência assistencial, coordenação de cuidado, apoio à decisão clínica e experiências cada vez mais personalizadas para médicos e beneficiários”, contextualiza.
Reconhecimento internacional
A Hapvida foi convidada a apresentar o programa desenvolvido no Mayo Clinic Platform Summit, em Rochester, nos Estados Unidos – um evento do hospital mais influente em inovação e Inteligência Artificial em saúde do mundo.
O trabalho científico que embasou o projeto, desenvolvido com a parceria de pesquisadores da USP e Unifesp, mostra que 93% das consultas auditadas receberam avaliação “excelente”, e 84% das transcrições foram produzidas sem ocorrência de alucinação do modelo.