Hospital Paulistano investe R$ 10 milhões em PET-CT
23/07/2026

Hospital Paulistano colocou em operação um novo equipamento de PET-CT para investigação, estadiamento e acompanhamento de pacientes com câncer. Fruto de um investimento de R$ 10 milhões, a tecnologia passa a funcionar integrada à estrutura da Total Care Oncologia e conectada ao primeiro laboratório de anatomia patológica totalmente digital do país, permitindo reunir informações de exames de imagem e biópsias para apoiar decisões terapêuticas mais precisas ao longo do tratamento.

Segundo a publicação Estimativa 2026–2028: Incidência de Câncer no Brasil, do Instituto Nacional de Câncer (INCA), o país deverá registrar cerca de 781 mil novos casos da doença por ano até 2028. O cenário reforça a importância do diagnóstico precoce e do acesso oportuno ao tratamento, especialmente diante da crescente incidência da doença.

O PET-CT combina, em um único exame, a tomografia computadorizada, responsável por mostrar a anatomia do corpo, e a tomografia por emissão de pósitrons, capaz de identificar alterações no metabolismo celular. A tecnologia auxilia os médicos na identificação da extensão da doença, na detecção de metástases e na avaliação da resposta aos tratamentos, além de contribuir para diferenciar tecido cicatricial de doença ativa após terapias oncológicas.
 

“Na oncologia, tempo e precisão fazem diferença. Ter acesso ao PET-CT dentro de uma estrutura integrada permite que as equipes médicas obtenham informações importantes de forma mais ágil, contribuindo para decisões clínicas mais seguras e individualizadas”, afirma Odair Abdala, diretor médico do Hospital Paulistano.

Diagnóstico integrado para decisões mais precisas

O novo equipamento opera conectado à estrutura diagnóstica da Total Care Diagnósticos, que conta com o primeiro laboratório de anatomia patológica totalmente digital do país. Nesse modelo, as lâminas obtidas em biópsias são digitalizadas em alta resolução, facilitando a análise por equipes multidisciplinares e a discussão de casos de maior complexidade.

A integração entre os resultados das biópsias e os exames de imagem permite uma visão mais ampla do comportamento dos tumores, criando condições para abordagens terapêuticas mais personalizadas e alinhadas às características de cada paciente.

“O PET-CT fornece informações que vão além da localização anatômica da doença, permitindo avaliar também sua atividade metabólica. Quando esse recurso está integrado a uma estrutura robusta de diagnóstico e acompanhamento especializado, ampliamos nossa capacidade de compreender o comportamento do tumor e definir condutas mais precisas ao longo do tratamento”, explica Carlos Donnarumma, diretor nacional de Oncologia da Rede Total Care.

Segundo o INCA, os tipos de câncer mais incidentes no Brasil continuam sendo os tumores de mama e próstata, seguidos pelos cânceres colorretal e de pulmão, reforçando a necessidade de investimentos em diagnóstico e acesso oportuno ao cuidado especializado.

Além da aplicação em oncologia, o novo PET-CT também poderá ser utilizado em investigações cardiológicas e neurológicas, sempre conforme indicação médica, ampliando o acesso a uma ferramenta diagnóstica de alta complexidade dentro da estrutura hospitalar.





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