A CVS Health informou que reformulará seu programa de controle de peso por meio de uma parceria com a Eli Lilly, ao mesmo tempo que elevou suas projeções para o ano e divulgou um lucro no segundo trimestre quase três vezes maior.
A empresa informou nesta quarta-feira (5) que os pacientes poderão usar o aplicativo da CVS Health para consultar os preços e descontos disponíveis para o Zepbound e o Foundayo, dois tratamentos com GLP-1 da Eli Lilly, até o início do quarto trimestre. Segundo a companhia, esses tratamentos também poderão estar disponíveis para retirada no mesmo dia nas farmácias da CVS.
A CVS Health também oferecerá suporte ampliado nas farmácias para pacientes em tratamento com GLP-1 e consultas on-line pelo MinuteClinic por US$ 29 para pacientes elegíveis se conectarem com profissionais de saúde para discutir tratamentos com GLP-1.
“O controle de peso é uma jornada de saúde profundamente pessoal, e muitas pessoas enfrentam barreiras antes mesmo de iniciar o tratamento”, afirmou Sid Tenneti, presidente interino da divisão de farmácia e bem-estar do consumidor da CVS. “Nossa colaboração com a Eli Lilly é mais uma forma de ampliar o acesso direto ao consumidor, ajudando pacientes elegíveis a encontrar as opções que melhor funcionam para eles.”
A empresa também elevou sua projeção para o ano, passando a prever receita de pelo menos US$ 414 bilhões e lucro ajustado entre US$ 7,90 e US$ 8,10 por ação.
Anteriormente, a CVS projetava lucro ajustado entre US$ 7,30 e US$ 7,50 por ação, com receita de pelo menos US$ 405 bilhões. Analistas consultados pela FactSet esperam lucro ajustado de US$ 7,45 por ação, com receita de US$ 408,82 bilhões.
A companhia registrou lucro de quase US$ 3 bilhões no segundo trimestre, ou US$ 2,31 por ação, ante US$ 1,01 bilhão, ou US$ 0,80 por ação, no mesmo período do ano anterior.
Excluindo itens extraordinários, a empresa registrou lucro ajustado de US$ 2,58 por ação. Analistas esperavam US$ 1,85 por ação.
A receita subiu para US$ 106,1 bilhões, ante US$ 98,92 bilhões um ano antes. Analistas projetavam receita de US$ 100,03 bilhões.
Na divisão de benefícios de saúde, a receita avançou 3,5%, para US$ 37,54 bilhões, impulsionada pelo crescimento das operações com o governo. A receita da divisão de serviços de saúde aumentou 11,5%, para US$ 51,8 bilhões, enquanto a receita da divisão de farmácia e bem-estar do consumidor cresceu cerca de 0,7%, para US$ 33,82 bilhões.