Hospitais privados de Goiás: internação e mortalidade em queda
21/08/2026

Dando continuidade ao Projeto Indicadores, a Associação dos Hospitais Privados de Alta Complexidade do Estado de Goiás (Ahpaceg) divulgou os dados referentes ao segundo trimestre de 2026 e a comparação do desempenho das instituições associadas em relação ao primeiro trimestre do ano. A maioria dos indicadores operacionais e assistenciais avaliados apresentou uma evolução que traduz a melhoria dos serviços prestados à população.

Na evolução das informações disponibilizadas, observa-se redução da taxa de ocupação operacional, acompanhada de diminuição da média de permanência e aumento do índice de giro de leitos. Entre o primeiro e o segundo trimestres de 2026, a média de permanência geral caiu de 2,90 para 2,48 dias. No mesmo período, o índice de giro de leitos aumentou de 5,65 para 7,78, enquanto a taxa de ocupação operacional passou de 73,30% para 68,78%.

Os dados indicam maior rotatividade dos leitos e redução do tempo de internação, informações importantes para avaliar a utilização da capacidade hospitalar. A média de permanência na UTI adulto também apresentou queda, de 4,38 para 4,22 dias. No segundo semestre de 2025, esse indicador havia sido de 6,88 dias.

“Os recentes indicadores sugerem maior eficiência no uso dos leitos”, observa a enfermeira Madalena Del Duqui, que coordena o projeto. Ela cita que também houve redução das taxas de mortalidade institucional e operatória, demonstrando evolução positiva dos desfechos assistenciais.
 

A mortalidade institucional, referente aos óbitos ocorridos após 24 horas de internação, caiu de 2,12% no primeiro trimestre para 1,80% no segundo. A mortalidade operatória passou de 0,60% para 0,40%.

Alguns dos resultados mais expressivos estão nos indicadores relacionados à segurança do paciente. A taxa de lesão por pressão caiu de 0,51% para 0,38% entre os dois primeiros trimestres de 2026. A densidade de incidência de erros de medicação apresentou redução ainda maior, passando de 0,94 para 0,36 por mil, uma queda de aproximadamente 62%. Os indicadores relacionados às infecções associadas à assistência também registraram reduções. A taxa de infecção de sítio cirúrgico em cirurgias limpas passou de 0,59% para 0,37%.

A comparação com dados já divulgados traduz a importância da construção de uma série histórica. Quando o projeto foi lançado no segundo semestre de 2025, por exemplo, a média de permanência hospitalar era de 2,64 dias. Foi para 2,90 dias no primeiro trimestre de 2026 e chegou a 2,48 dias no segundo trimestre.

Para a Ahpaceg, acompanhar esses resultados de forma sistemática permite às instituições avaliar processos internos e identificar onde as medidas adotadas estão produzindo resultados e quais áreas precisam de novas ações. “Com a divulgação desses indicadores operacionais, damos visibilidade à eficiência nos processos, nos controles de recursos, na segurança assistencial e nas decisões assertivas”, afirma o presidente da Ahpaceg, Renato Daher.

Ele enfatiza que essa divulgação periódica das informações possibilita aos pacientes e aos compradores de serviços avaliar o desempenho das instituições e aos hospitais fazer as adequações necessárias para o aperfeiçoamento de seus serviços.

Essa é a terceira edição do Projeto Indicadores, uma iniciativa inédita na rede hospitalar privada goiana e que se torna ainda mais robusta com a possibilidade de comparação dos dados entre os períodos. “Agora, podemos saber onde evoluímos e o que precisa ser melhorado”, diz Madalena Del Duqui.

Segundo ela, essa terceira rodada de divulgação dos indicadores evidencia uma evolução favorável da qualidade assistencial no período analisado, com resultados que sugerem maior adesão às práticas de segurança do paciente e aos protocolos institucionais.

“Os resultados demonstram o fortalecimento da cultura de qualidade e segurança, reforçando a importância da continuidade das ações de educação permanente, monitoramento sistemático dos indicadores e implementação de planos de melhoria baseados na análise crítica dos dados”, afirma Renato Daher, destacando que, ao publicar esses índices, a Ahpaceg reitera o seu compromisso com a transparência, a análise estratégica e o fortalecimento da gestão hospitalar em Goiás.




 





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