Atualmente, a Dasa é dona de uma operação de medicina diagnóstica com 833 unidades no país (seu principal negócio), Hospital da Bahia e a rede de clínicas de oncologia Amo, também na Bahia.
Na última linha do balanço, a companhia apurou prejuízo de R$ 35 milhões, uma melhora de 92,3% quando comparado ao segundo trimestre de 2025.
A receita bruta da companhia, no segundo trimestre, cresceu 8% para R$ 2,4 bilhões, na comparação anual. Deste valor, os laboratórios representaram R$ 2,2 bilhões (alta de 9%) e o outro braço de negócios teve receita de R$ 208 milhões, com queda de 4%. O maior impacto veio da operação de oncologia que perdeu 15,55% devido a uma maior seleção de operadoras credenciadas.
O lucro bruto ajustado da medicina diagnóstica, que conta com 833 unidades distribuídas no país, cresceu 3,9% para R$ 675 milhões, entre abril e junho. A margem, por sua vez, caiu 1,6 ponto percentual para 33,2%.
Segundo Rafael Bossolani, vice-presidente de finanças e de relações com investidores da Dasa, essa variação da margem se deve, principalmente, à maior participação do negócio de processamento de exames para laboratórios terceiros e ao impacto da equivalência patrimonial da Rede Américas.
A dívida líquida da Dasa caiu 19% para R$ 5,6 bilhões, no segundo trimestre. A alavancagem ficou em 3,5 vezes o Ebitda contra 2,82 de um ano antes.
Segundo Lucchesi, essa variação para cima se deve à venda do Hospital São Domingos que impactou negativamente a linha do Ebitda da companhia. Desconsiderando essa transação, a alavancagem ficaria em 2,91 vezes.
“A geração de caixa permanece como um dos principais pilares da nossa estratégia financeira. No trimestre, a geração de caixa livre totalizou R$ 292 milhões, refletindo os avanços contínuos na gestão do capital de giro combinados com a maior disciplina e o menor nível de intensidade de capital do atual perímetro operacional”, informou a companhia.
A Rede Américas — negócio de hospitais em que a Dasa detém 50% da joint venture com a Amil — apurou uma receita líquida de R$ 3,2 bilhões no segundo trimestre, alta de 12,4%. O grupo tem 25 hospitais, com 4,3 mil leitos.
O prejuízo caiu 73,6% para R$ 37 milhões. Já o Ebitda avançou 38,7% para R$ 441 milhões e a margem do respectivo indicador teve alta de 2,6 pontos para 13,7%.
A alavancagem da Rede Américas encerrou o segundo trimestre em 1,69 vez ante 2,74 vezes um ano antes. A dívida somava R$ 2,8 bilhões, queda de 5,3% na comparação anual.
“A Rede Américas manteve trajetória consistente de evolução operacional e financeira no segundo trimestre, refletindo a maturação das iniciativas implementadas desde a constituição da joint venture. O período foi marcado pelo avanço do ‘mix’ assistencial, evolução do ciclo da receita e captura gradual de sinergias e ganhos operacionais, contribuindo para a expansão da rentabilidade”, informou a companhia.