Procurado pela coluna, Maely Coelho confirmou a transição.
— Essa mudança já estava em nossos planos. Como temos outras empresas de segmentos diferentes, e a Priscila estava apta para assumir, achei que era a hora de passar o bastão. Mas continuo na empresa como presidente-fundador, participando do conselho. Sempre que solicitado, continuarei dando minhas opiniões — afirma o empresário, baiano radicado há seis décadas no Espírito Santo, que é dono ou sócio de negócios que vão de uma empresa regional de publicidade “out-of-home”, a Maely OOH, ao parque temático Terra dos Dinos.
Na Faria Lima, a MedSênior vem sendo tratada como candidata a IPO. Além de Maely e da nova CEO, a companhia já conta com um investidor global em sua base de acionistas: em 2022, a Temasek, fundo soberano de Cingapura, comprou uma fatia de 15% da operadora.
A MedSênior tem 300 mil “vidas” na carteira, um avanço de mais de 11% no ano até agora. Atualmente, 77% dos clientes são idosos. Se a previsão da companhia se confirmar, seu faturamento vai fechar o ano com salto de 45%. No ano passado, a empresa faturou R$ 3,1 bilhões e lucrou R$ 548 milhões, segundo números da Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS).