A transação marca a entrada da Atlântica no mercado mineiro. Até então, as operações estavam concentradas em São Paulo e no Rio.
No Rio de Janeiro, a Atlântica é dona dos hospitais Glória, São Conrado e Macaé (com a bandeira D’Or). Já em São Paulo, há o São Luiz Campinas, Aphaville e Guarulhos, além da Maternidade Vila Nova Star.
Considerando os hospitais operacionais, o grupo conta com 2 mil leitos. Outros três hospitais em Taubaté, Ribeirão Preto e Sorocaba, no interior de São Paulo, que estão em obras, também farão parte da Atlântica.
Analistas do Citi, Itaú BBA, Jefferies e XP consideraram positiva a aquisição do Biocor.
A XP destacou que a operação reforça a presença das empresas em Minas Gerais, considerado o segundo maior mercado brasileiro de planos de saúde, e cria uma nova plataforma de crescimento para ambas.
Para a Rede D’Or, o analista Gustavo Tiseo, da XP, vê potencial de aumento da rentabilidade do Biocor por meio da ampliação da participação de pacientes da SulAmérica e da Bradesco Saúde, reduzindo a dependência histórica da Unimed BH.
Já para a Bradesco Saúde, a XP avalia que a aquisição de uma fatia de 49,99% do Biocor ocorreu a uma avaliação de valor atrativa e reforça a estratégia de ampliar a exposição ao segmento hospitalar, fortalecendo a integração entre operadora e prestadores de serviços de saúde.
Pelo lado negativo, Tiseo acredita que a transação pode criar desafios adicionais para a Mater Dei no médio e longo prazo. “Antes do anúncio, víamos a Mater Dei como a parceira hospitalar mais natural para a Bradsaúde na região. O acordo com a Rede D’Or parece reduzir materialmente a probabilidade de uma parceria dessa natureza, ao mesmo tempo em que fortalece a concorrência em um mercado importante onde a Mater Dei historicamente ocupou uma posição de liderança”, comenta.