Diante da expectativa de que Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) venha a autorizar a cobertura para novas cirurgias com o uso de robôs, a BP-Beneficência Portuguesa está ampliando a compra desses equipamentos.
Em abril, os planos de saúde passaram a cobrir cirurgias de câncer de próstata com uso de robô. Como os resultados têm sido efetivos, inclusive financeiramente, há uma crença de que a ANS autorize o procedimento para outras especialidades da saúde.
Em 2022, a BP atendeu 200 pacientes que fizeram cirurgias com robôs para diferentes especialidades médicas. Em 2023, o número subiu para 750 e, neste ano, a estimativa é chegar a 1,3 mil.
“O custo de um procedimento com robô vem caindo fortemente, seja pelo aumento da demanda, seja pelo maior acesso à tecnologia e mais concorrência. Com ajuste pela inflação, em 2008 e 2009, uma cirurgia com robô custava entre R$ 80 mil a R$ 90 mil. Hoje, custa cerca de R$ 27 mil”, disse o médico Gustavo Guimarães, coordenador-geral de cirurgia robótica da BP.
Em geral, os pacientes pagam do próprio bolso somente o uso do robô, cujo custo varia de R$ 7 mil a R$ 10 mil.
A BP acaba de adquirir seu terceiro robô Da Vinci e já planeja um quarto para o próximo ano, diante da demanda que vem crescendo 25% ao ano. O hospital já fez investimento de R$ 33 milhões na compra das três máquinas.
O valor dos robôs vem caindo. Em 2023, o hospital pagou 15 milhões e, nesta última aquisição, o desembolso caiu para R$ 7,5 milhões.
Segundo o médico da BP, historicamente no Brasil a maior demanda por cirurgias com robô é para a especialidade de urologia. Mas isso vem mudando e se aproximando do perfil de países desenvolvidos, onde a procura é mais acentuada para procedimentos do aparelho digestivo e ginecologia.
Na BP, as maiores procuras são na áreas de ginecologia, com forte avanço em endometriose, cirurgia geral e aparelho digestivo.