Medicamento de nova geração da Eli Lilly contra obesidade supera amplamente Ozempic em estudo comparativo
29/10/2026

O medicamento de nova geração da Eli Lilly para perda de peso, a retatrutida, superou amplamente o Ozempic, da Novo Nordisk, em um estudo comparativo direto, informou a Lilly nesta quarta-feira (28). As ações da Novo recuavam após o anúncio. 
 

Em pacientes com diabetes tipo 2, a retatrutida reduziu a hemoglobina glicada (A1C) em uma média de 2,2 pontos percentuais ao longo de 80 semanas. A A1C é uma medida dos níveis de açúcar no sangue ao longo do tempo. Em comparação, a redução entre os pacientes que receberam Ozempic foi de apenas 1,8 ponto percentual. 
 

Os resultados de perda de peso foram ainda mais expressivos. Os pacientes tratados com retatrutida perderam entre 20% e 21% do peso corporal, ante apenas 9% no grupo que recebeu Ozempic. Isso equivale a uma perda de aproximadamente 20 a 21 quilos entre os participantes tratados com retatrutida, em comparação com cerca de 9,5 quilos entre os que receberam Ozempic. 

Há pouco, as ações da Novo negociadas na Bolsa de Nova York recuavam 0,8%, a US$ 38,36. Os papéis da Eli Lilly avançavam quase 1%, para US$ 1.292,13. 
 

Kenneth Custer, presidente da divisão de saúde cardiometabólica da Lilly, ressaltou a importância dos estudos comparativos diretos para mostrar aos médicos os benefícios dos novos medicamentos em relação aos já aprovados. O Ozempic é um dos principais medicamentos para o tratamento do diabetes. No ano passado, gerou mais de US$ 20 bilhões em vendas. 
 

“Com base nesses resultados e nos demais dados do nosso programa de fase 3, acreditamos que a retatrutida, se aprovada, poderá mudar o paradigma de tratamento de pessoas com diabetes tipo 2, obesidade e doenças cardiometabólicas relacionadas”, disse Custer em comunicado. 
 

A retatrutida pode ser aprovada ainda neste ano ou no início do próximo. Ela atua imitando três hormônios para aumentar a sensação de saciedade e melhorar os indicadores de glicemia. O Ozempic, à base de semaglutida da Novo, atua apenas sobre o hormônio GLP-1. 
 

Vale destacar que os medicamentos da classe dos agonistas de GLP-1 tendem a ser menos eficazes na perda de peso em pacientes com diabetes tipo 2. Mas a Lilly afirma que “a retatrutida pode mudar a forma como a doença é tratada”. 
 

O entusiasmo com a retatrutida tem sido grande, com versões vendidas no mercado ilegal sob o apelido de Reta amplamente disponíveis na internet. A companhia ressaltou que é ilegal vender retatrutida, que não está aprovada em nenhum lugar do mundo. 
 

 

 





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