O Hospital Badim (RJ) recebeu o Selo de Monitoramento dos Indicadores de Saúde do Programa Farol, que reúne dados de instituições de saúde para acompanhamento e compartilhamento de indicadores assistenciais e operacionais. A participação representa uma oportunidade de acompanhar o desempenho da unidade em relação a outros hospitais e clínicas e identificar caminhos para aprimorar processos. O Programa Farol é uma iniciativa da Confederação Nacional da Saúde (CNSaúde), da Federação Nacional dos Estabelecimentos de Serviços de Saúde (FENAESS) e do Sindicato dos Hospitais, Clínicas e Casas de Saúde do Município do Rio de Janeiro (SINDHRio).
Para o diretor executivo do hospital, Leonardo Menezes, a importância do programa está justamente na possibilidade de olhar para os próprios resultados de forma mais ampla. “Com esse programa, damos transparência aos dados para a comunidade da saúde e possibilitamos a comparação com outras instituições, o chamado benchmarking. O Badim tem resultados melhores que a mediana dos outros hospitais e esse desempenho está alinhado ao movimento de fortalecimento da qualidade que vem sendo construído entre as equipes”.
Menezes encara o Programa Farol como a valorização de um intenso trabalho de construção e consolidação de uma cultura de segurança do paciente e qualidade junto às equipes multidisciplinares do Badim. “Essa é uma posição muito clara e estratégica do corpo diretivo, de fortalecer essa cultura da qualidade, no sentido de mostrar que o negócio da saúde está ligado à excelência da assistência. E que só teremos um futuro desenvolvendo a nossa atividade fim, que é a de atender as pessoas da melhor maneira possível”, frisa ele.
Visão de mercado
A lógica por trás do acompanhamento dos indicadores é simples, mas, de acordo com o diretor executivo, fundamental: não há como promover melhoria sem medir resultados. Os dados permitem identificar onde estão os gargalos, voltar ao processo e construir planos de ação com as equipes que efetivamente executam o trabalho. “Você não consegue melhorar nada que você não mede”, afirma.
Para ele, esse processo precisa envolver quem está na ponta. São as equipes assistenciais e operacionais que fazem os indicadores acontecerem no cotidiano e, por isso, também precisam participar da construção das soluções. “Quem faz o indicador acontecer é quem está na operação”, diz. E é justamente essa participação que, na visão do diretor executivo, aumenta as chances de uma mudança dar certo. Em vez de levar uma solução pronta de um setor ou de outra instituição, o caminho é começar pelo problema e construir a resposta junto com quem conhece aquela realidade.
O mesmo raciocínio vale para a cultura de qualidade que o Hospital Badim busca consolidar. Para Menezes, certificações e acreditações são importantes, mas não devem ser vistas como um fim em si mesmas. O objetivo maior é fazer com que a qualidade e a segurança estejam incorporadas ao cotidiano da instituição. “No final das contas, todas elas visam atender melhor a cada dia o paciente”, afirma. O desafio é transformar a qualidade em parte permanente da identidade do hospital. Ele acrescenta que esse movimento está diretamente ligado à sustentabilidade do negócio. Investir em qualidade e segurança não é apenas uma escolha assistencial, mas uma condição para a própria continuidade da operação. “Eu não vejo a possibilidade de alcançar um bom resultado econômico-financeiro nos dias atuais sem olhar para isso e a missão da direção é reforçar a cultura da qualidade, da segurança do paciente e da excelência do atendimento”, pontua.
E o executivo acrescenta: “Ao ampliar a visibilidade sobre o desempenho do hospital, o Programa Farol não apenas abre a possibilidade de comparar os resultados com os pares, mas mostra ao mercado que o hospital se preocupa com isso. Quando você é transparente, você cria credibilidade e reputação positiva”.
Menezes lembrou ainda que a busca pela excelência no atendimento sempre foi uma grande preocupação do fundador do Hospital Badim, José Badim, que faleceu recentemente deixando a dedicação de toda a vida à Medicina como legado. “Agora, o nosso compromisso aumentou ‘300 mil vezes’. Temos que honrar o nome e a bonita trajetória dele”, conclui.