Lucro de pesos pesados da TI sobe mais de 20%
24/05/2017 - por Gustavo Brigatto
As principais empresas do mercado de tecnologia apresentaram um desempenho forte no primeiro trimestre de 2017. Somadas, as receitas da Alphabet (dona do Google), Amazon, Apple, do Facebook, da Microsoft e do Netflix atingiram US$ 146,1 bilhões, um crescimento de 14,3%. O avanço do lucro foi ainda maior: 21,5%, para US$ 25,2 bilhões.
O desempenho do grupo superou consideravelmente a média das empresas que compõem o índice de ações S&P 500 que reúne as 500 maiores empresas dos EUA. Segundo a empresa de pesquisas Factset, na temporada de balanços recente, as vendas das empresas do S&P 500 avançaram 7,7% e os lucros melhoraram 13,9%. O setor de tecnologia tem peso considerável no S&P 500. Até o fim 2016, respondia por um quinto do índice.
A participação tem levantado alguns questionamentos. Em nota recente aos clientes, o Morgan Stanley alertou que os movimentos do índice estariam sendo empurrados pelas empresas de tecnologia a um nível muito pesado e insustentável.
Avanços em novos negócios, aumento na base de usuários e a expansão internacional das operações foram alguns dos fatores que influenciaram
positivamente os números das seis companhias no início do ano.
O crescimento mais forte veio do Facebook, cuja receita subiu quase 50%, para US$ 8 bilhões. Já o lucro saltou 76%, para US$ 3 bilhões. A rede social surpreendeu o mercado ao apresentar um crescimento de 17% no número de usuários ativos que usam seus serviços ao menos uma vez por mês. O Facebook deixou de ser, há algum tempo, uma startup. E com o amadurecimento das operações, o ritmo de crescimento tende a desacelerar. A própria empresa já havia alertado o mercado no ano passado sobre uma expansão mais modesta em 2017. Por enquanto, esse não parece ser o caso.
A Netflix chamou a atenção no quesito lucro líquido, que teve um impressionante avanço de 535%, para US$ 178 milhões, enquanto a receita subiu 34%, para US$ 2,6 bilhões. O crescimento da base de usuários no trimestre, no entanto, veio abaixo do esperado, o que decepcionou alguns analistas e levantou dúvidas sobre a capacidade da companhia de continuar crescendo. Com uma base de assinantes que se aproxima de 100 milhões, a empresa tem investido pesado em sua expansão internacional e na produção de conteúdo original, estratégias que consomem muito caixa, o que tem deixado investidores em alerta.
O avanço no lucro da Amazon também chamou atenção no começo do ano. A companhia, conhecida por sacrificar suas margens em nome de um agressivo plano de expansão, teve um incremento de 41% no resultado, que chegou a US$ 724 milhões. As vendas somaram US$ 35,7 bilhões, 23% a mais que um ano antes.
A Amazon apresentou um bom desempenho em sua operação na Índia e também no negócio de serviços de tecnologia para empresas, a AWS, principal nome do mercado de computação em nuvem e concorrente do Azure, da Microsoft e do Google Cloud. As duas empresas, aliás, também se beneficiaram de suas estratégias na nuvem. Mesmo não tendo batido as expectativas de receita, a dona do Windows cresceu 7,6%, para US$ 22 bilhões, com lucro de US$ 4,8 bilhões.
O Azure cresceu 93%. Na Alphabet, o grosso do desempenho veio da publicidade móvel e do aumento no preço médio dos anúncios, mas a adição de clientes como o eBay ajudou nos negócios com empresas. Apesar de representar quase um terço da receita do sexteto, a Apple foi a companhia que menos contribuiu para o grupo em termos de crescimento. Sua receita avançou apenas 4,6% e o lucro outros 4,9%. Com dificuldades para competir com fabricantes na China, a companhia apresentou um número de iPhones vendidos abaixo da expectativa do mercado. Curiosamente, isso não impediu que, nas semanas seguintes, o seu valor de mercado ultrapassasse US$ 800 bilhões. A expectativa agora é que o valor chegue a US$ 1 trilhão em menos de um ano.
Fonte: Valor




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