Os novos rumos da Gestão Hospitalar
14/12/2017

Muito se fala sobre a qualidade e o tempo de espera para um atendimento médico nas redes privada e pública, entretanto discutimos pouco sobre a importância de haver bons gestores na linha de frente de clínicas e hospitais, e sobre como eles podem fazer a diferença nesse sistema. De acordo com dados da Confederação Nacional de Saúde (CNS), o setor representa 9% do PIB brasileiro e congrega 301.647 estabelecimentos de serviços. No país, há mais de 6,7 mil hospitais, entre públicos e privados. E se a área de gestão hospitalar possui incontáveis desafios, apresenta também a necessidade de bons profissionais capacitados para trazerem soluções. É bom frisar que bons profissionais, neste caso, são aqueles que pensam estrategicamente, têm o hábito de pensar e olhar fora da caixa, compreendem o mercado em que estão inseridos de maneira macro. Afinal, o bom gestor é aquele que sabe que seu foco é cuidar de vidas e zelar pelo bem-estar econômico-financeiro da instituição.

Já é o momento de quebrar o tabu e reforçar que um bom gestor hospitalar não é, necessariamente, um profissional com formação em medicina, apesar de alguns médicos serem também excelentes gestores. Fato é que existem inúmeras instituições de saúde sendo administradas por profissionais sem a devida capacitação, tampouco profundos conhecedores do setor de saúde, ou seja, estamos falando de uma significativa lacuna de mercado. Com desafios cada vez maiores, o setor vem se profissionalizando e a exigência pela formação está em ascensão. Hoje, é insuficiente o número de especialistas em gestão hospitalar que sabem agir e pensar estrategicamente, gerir pessoas, que conhecem e se atualizam frequentemente sobre o contexto e as tendências no Brasil e no mundo. Para se ter uma ideia, apenas 4% a 5% dos hospitais tem sistema de custo implantado.

Para quem desconhece, a gestão hospitalar é a segunda profissão mais complexa do mundo. O Gestor Hospitalar é, antes de tudo, um administrador e estrategista da área da saúde. Ele gerencia hospitais públicos e privados – com ou sem finalidade de lucro, clínicas, laboratórios, spas, casas de repouso, participando do planejamento, organização, otimização de processos e recursos financeiros, humanos e estruturais. Ele também atua na gestão de contratos e convênios, e na implementação de políticas públicas, além de, claro, liderar pessoas. Conectando os diversos setores, ele é um “generalista”, como diriam os médicos.

Com ou sem finalidade lucrativa, o negócio que o gestor cuida tem por obrigação a sobrevivência e a perenidade. Para isso, ter o melhor modelo de gestão é fundamental. No caso do terceiro setor, por exemplo, é o gestor hospitalar quem assegura o reinvestimento de eventual superávit na própria instituição para que o paciente tenha acesso a um bom atendimento, equipamentos e profissionais preparados para atuar focados no gerenciamento de riscos, agregando valor na prestação dos serviços assistenciais. Podemos afirmar que o grande desafio desse profissional e sua equipe é a prestação da melhor assistência possível com o menor custo possível.

Como profissional da área, posso afirmar que existe, na região metropolitana de Belo Horizonte, muito espaço de crescimento para quem quer se capacitar. Isso porque o segmento nunca se pautou na profissionalização e, hoje, enxerga o diferencial da capacitação como chave de sucesso no negócio.





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