Histórico agiliza decisões médicas
19/02/2018
Na Unidade Básica de Saúde, o paciente chega um pouco confuso e se queixa de fortes dores de cabeça. O médico verifica na tela do computador os últimos exames clínicos, consulta o histórico e descobre que o paciente é hipertenso. Age rapidamente para estabilizar a pressão arterial e evitar complicações. Em seguida, altera a medicação diária e define os passos do tratamento. O atendimento é descrito por Mauro Peixoto, chefe da divisão de informática da Secretaria Municipal de Saúde de Ribeirão Preto, para exemplificar a aplicação, na prática, do prontuário eletrônico. "A partir do momento em que o médico tem informações completas sobre o paciente, toma decisões rápidas e salva vidas", diz.

Ribeirão Preto iniciou a informatização da saúde em 1993, quando começou a digitalizar as informações sobre o atendimento. Atualmente, o sistema inclui, além das anotações e informações de consulta, as vacinas, exames e medicamentos. Ligados ao sistema municipal estão hospitais que atendem o Sistema Único de Saúde (SUS), a exemplo das unidades ribeirão-pretanas da Santa Casa e do Beneficência Portuguesa. "O Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) pode entrar no sistema e verificar onde há vaga e solicitar a internação de uma vítima de acidente", exemplifica. Os agentes de saúde da família também alimentam o sistema.

Com 680 mil habitantes, Ribeirão Preto despende perto de 25% da receita com saúde. Somando o orçamento municipal com os repasses do SUS, a Secretaria da Saúde gerencia anualmente cerca de R$ 580 milhões, segundo dados do Datasus. Do montante, 44,3% são aplicados na rede de assistência básica. Entre os objetivos da equipe está o de engajar os munícipes em cuidados com a saúde e na prevenção de doenças.

Ao utilizar o prontuário eletrônico, a cidade consegue evitar gastos como a repetição desnecessária de exames. Abastecer de forma eficiente a farmácia, a fim de garantir que o paciente não interrompa o tratamento por falta de medicação, gerenciar a imunização e controlar os custos. "Quando surgiu o surto de febre amarela, nós sabíamos quantos munícipes estavam imunizados e foi mais fácil preparar a campanha", diz.
Fonte: Valor




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