Fleury compra IRN, de Natal, por R$ 90 milhões
02/03/2018
O Fleury fechou ontem a aquisição do Instituto de Radiologia de Natal (IRN) por R$ 90,5 milhões e ainda tem em seu radar entre 10 e 15 empresas com potencial para serem compradas.

A companhia de medicina diagnóstica retomou, no ano passado, o processo de crescimento via aquisições após ficar seis anos sem comprar nenhum ativo. Em setembro, o Fleury adquiriu o laboratório gaúcho Serdil por R$ 29,8 milhões e agora com o IRN entra no Rio Grande do Norte, onde ainda não estava presente. No Nordeste, a companhia tem unidades na Bahia e em Pernambuco.

"Estamos avaliando empresas em praças que temos ou não presença. Mas nosso crescimento não se dará só via aquisições. Será uma combinação com expansão orgânica", disse Carlos Marinelli, presidente do Fleury. Em 2017, a companhia abriu 34 laboratórios, entre eles da marca Fleury, e neste ano pretende ter mais unidades das bandeiras a+, Felippe Mattoso e Labs.

Essas novas unidades vão ajudar o Fleury a manter a margem Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) em 26% neste ano - patamar atingido em 2017 e o melhor indicador desde que a companhia abriu o capital, em dezembro de 2009. As novas unidades ainda não estão operando em sua totalidade, mas já há impactos dos custos fixos. Por isso, a rentabilidade ainda pode melhorar.

O Ebitda no acumulado de 2017 foi de R$ 618,7 milhões, o que representa um aumento de 28% quando comparado a 2016. No quarto trimestre, esse indicador subiu 29,7% para R$ 130,7 milhões e a margem Ebitda foi 3,2 pontos percentuais maior, atingindo 22,4%.

No quarto trimestre do ano passado, a companhia apurou lucro líquido de R$ 64,6 milhões, uma queda de 13,7% sobre igual período do exercício anterior. Nos últimos três meses de 2016, a empresa apurou um benefício fiscal que elevou os ganhos e afetou a comparação no ano passado. Desconsiderando esse benefício, o lucro líquido do Fleury no quarto trimestre de 2017 teria sido 9,5% maior.

A receita líquida da companhia, entre outubro e dezembro, subiu 11,2% para R$ 582 milhões. Já os custos dos serviços prestados aumentaram 9,5% para R$ 428,5 milhões e as despesas gerais e administrativas caíram 9,8% para R$ 54,4 milhões.

O resultado da companhia ficou em linha com as projeções dos analistas de mercado. "Esperamos que o Fleury seja o destaque positivo do setor na temporada de divulgação de resultados do quatro trimestre, em vista de melhorias em despesas gerais e administrativas (....), além de contínuo amadurecimento dos projetos de eficiência", destacou relatório do Santander, assinado pelo analista João Noronha.
Fonte: Valor




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