Incentivo a startups fortalece o mercado de TI e inclui fundos
30/05/2018
As empresas de tecnologia investem no desenvolvimento do ecossistema de startups e inovação para fortalecer o mercado e as ofertas para clientes. A Microsoft é um dos exemplos. O apoio à jornada empreendedora inclui programas de incentivo que miram desde estudantes de ensino médio até startups mais maduras, além de um fundo de investimento.

A iniciativa Eu Posso Programar oferece cursos gratuitos de programação on-line ao público entre 12 e 25 anos, com mais de 1 milhão de participantes no Brasil nos últimos dois anos e edição especial só para meninas. A competição mundial ImagineCup apoia a transformação de projetos universitários em empresas e soma participação de 208,5 mil estudantes brasileiros desde 2007 - cerca de 60% dos projetos vencedores se transformam em startups.

As startups em estágio inicial contam com o Microsoft for Startups, nova versão do programa BizPark, que fornecia créditos gratuitos em produtos. Agora, além do pilar técnico - com US$ 25 mil em serviços de nuvem por um ano, por exemplo - as novatas contam com suporte dos times de engenharia e negócios, segundo o gerente de inovações Rodrigo Dias.

Outra iniciativa foi a criação, em 2014, do fundo de participações BR Startup, focado em capital semente, com uma média de R$ 1 milhão para as selecionadas. Com R$ 27 milhões em caixa para investir, tem cotistas para apoiar diferentes segmentos da indústria, como BB Seguros (insurtechs), Monsanto (agritechs), Banco Votorantim (fintechs) e Algar (telecom, agrobusiness, turismo e serviços), além da Qualcomm e Age-Rio, informa o COO da Microsoft Participações, Franklin Luzes. Entre as 15 investidas estão a QueroQuitar, especializada em negociação de dívidas, a Car10, plataforma de serviços on-line para reparos de automóveis e Tbit, agritech que usa inteligência artificial para selecionar sementes por imagem.

A Samsung emprega parte dos recursos de incentivo da Lei de Informática em seu programa de apoio a startups em parceria da Associação Nacional de Entidades Promotoras de Empreendimentos Inovadores (Anprotec). Até agora foram mais de R$ 2 milhões de capital semente a fundo perdido com foco em desenvolvimento de produto para 33 selecionadas, com cerca de 700 inscritas em três ciclos, segundo o coordenador do programa, Paulo Quirino.

Para ter abrangência nacional, 27 incubadoras credenciadas fornecem apoio local. A meta é selecionar serviços ou tecnologias que possam empregar produtos da marca. O software de monitoramento remoto de ativos florestas da Treevia, já usado pela Suzano, agora está integrado em um tablet profissional. O laboratório virtual escolar da Evobooks, para experimentos de química e física, emprega os óculos de realidade virtual.

A oferta conjunta ao mercado é um dos objetivos dos programas. A Oracle faz o mesmo com o Oracle Startup Cloud Accelerator, nascido na Índia em 2016 e que ganhou mais sete mercados em 2017, incluindo o Brasil. As primeiras seis startups locais selecionadas para aceleração são alocadas em espaço de co-working próximo à empresa e recebem até US$ 100 mil de créditos em nuvem, mentoria e aproximação de clientes e parceiros. Entre elas estão a Intelipost, plataforma de gerenciamento de frete e transporte, e a Netshow.me, cujas soluções de transmissão ao vivo de vídeo é empregada pela própria Oracle em eventos.

A segunda turma será selecionada a partir de junho, informa Vitor Andrade, líder do programa. A estratégia foi reforçada com criação da aceleradora virtual ScaleUp. De fevereiro para cá, 31 startups foram selecionadas na América Latina, 22 delas no Brasil, contempladas com mentoria on-line e três meses de serviços de nuvem gratuitos, segundo o gerente Lucas Nobeschi.

Além de aceleradora, o Google criou hub próprio de inovação. Em 2016 lançou o Google Campus, espaço para fomento ao empreendedorismo com programa de residência para startups, com 29 startups selecionadas em três turmas para receber seis meses de espaço permanente. Este ano, criou versão local do Launchpad Accelerator, programa de aceleração global criado em 2015 que já selecionou 135 startups de quatro continentes, entre elas 27 brasileiras, como Nubank e Quinto Andar.

O Launchpad São Paulo tem três meses de duração e foco em desenvolvimento de produtos com tecnologias da marca. As seis primeiras contempladas, como Contentools e Mandaê, receberão mentoria e até US$ 100 mil de créditos em produtos, diz o responsável José Papo. Já o Facebook anunciou no fim de 2017 a iniciativa Estação Hack, com cursos de programação e preparação para o mercado de trabalho para jovens, workshops de gestão e inovação para MPEs e programa de aceleração para startups de impacto social.
Fonte: Valor




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